942/ ONG alerta para impacto ambiental na região do Pecém
O POVO Online
O economista Cláudio Ferreira Lima considera a vinda da Ceará Steel essencial para alavancar a economia cearense e viabilizar o Complexo do Pecém.
Para ele, a usina é uma indústria de base que permitiria inclusive a implantação de um pólo metal-mecânico no Ceará.
O superintendente do Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), Eduardo Bezerra, lembra ainda que as exportações de placas de aço realizadas pela Ceara Steel facilmente dobrariam as exportações do Estado de cerca de US$ 1 bilhão para US$ 2 bilhões por ano.
O diretor financeiro da Fiec, Álvaro de Castro Correia, também reconhece que o projeto é importante para a economia do Ceará, mas se diz preocupado com os impactos ambientais de uma siderúrgica movida a carvão.
Segundo o presidente do Conselho Estadual de Desenvolvimento Econômico do Ceará (Cede), Ivan Bezerra, as tecnologias existentes hoje permitiriam a construção de unidade não poluente.
O secretário da ONG cearense Instituto de Consciência Global e Ecologia Social, Raul Monteiro, diz que a siderurgia é historicamente um setor poluidor, por isso reforça que é bom conhecer bem o novo projeto e os impactos dele no meio ambiente.
Ele alerta que uma usina a carvão na região do Pecém poderia prejudicar a atividade turística e trazer danos ambientais, colocando em risco ainda a saúde da população.
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