1031/ A matrona petista
Julio César Cardoso* para o Jornal Metropolitano
A matrona petista do Senado, Ideli Salvatti, está fazendo história com suas pérolas arguciosas em defesa dos interesses sombrios de seu partido e aliados. Nada contra a sua aptidão subserviente lulista para encontrar justificativas para tudo, inclusive para defender o mandato do senador alagoano Renan Calheiros.
Quem não se lembra de sua atuação no Senado por ocasião da reforma da Previdência Social, em que foram violentados os direitos adquiridos dos servidores federais inativos?
Naquela ocasião ela e o seu partido reprovavam veementemente o comportamento de alguns "companheiros" que teimavam em não atender ao comando petista, para votar com o governo a famigerada reforma previdenciária. E alguns foram até punidos com a expulsão do PT (ex-senadora Heloisa Helena, ex-deputados Babá e João Fontes, e a deputada Luciana Genro).
Agora curiosamente a combatente senadora de forma capciosa demonstra bom jogo de cintura ao declarar aos quatro ventos que os senadores petistas e aliados votassem o caso Renan de acordo com as suas consciências. Bravo, senadora, bravo! A senhora é uma grande estrategista. Está aprendendo muito com o seu mestre Lula.
Mas essa forma de fazer política de compadrio em que os interesses escusos de troca de favores falam mais alto só tem levado o Parlamento ao descrédito nacional. E a senadora Ideli Salvatti, que vendia uma imagem à nação, em defesa do governo federal, de seriedade política, claudica redondamente ao demonstrar apoio inequívoco a um político sobre o qual pairam fortes acusações sobre a sua vida particular e política. Então, onde está a moralidade política da líder do PT no Senado, para bem representar a sociedade brasileira, que fraqueja quando devia ser forte na defesa da honra do estamento nacional?
Bacharel em Direito e servidor federal aposentado
Porto Alegre-RS
Elle está de volta
O Brasil ainda não esqueceu do calote que a política econômica de Fernando Collor de Mello deu em milhões de brasileiros, que tiveram suas poupanças surrupiadas. Eu fui um dos que votaram em Collor para presidente da República, infelizmente. E sofri prejuízos financeiros. Lamentavelmente, este País tem eleitor para tudo… e memória curta. Por isso a nossa política e os nossos políticos, com raras exceções, representam o quadro mais degradante de maus exemplos nacionais.Quando o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), um dos honrados parlamentares, denuncia a pouca-vergonha de membros do PMDB, ele está coberto de razão e ninguém tem elementos para contestá-lo porque é esse compadrio espúrio de acordos escusos de toma lá, dá cá que tem orientado negativamente a troca de interesse no Congresso Nacional. Daí a afirmação do senador Aloizio Mercadante (PT-SP), de que a eleição de Fernando Collor para a presidência da Comissão de Infraestrutura do Senado é resultado de “aliança espúria”, o que gerou mal-estar entre o PT e o PMDB. E vejam quem deu uma “mãozinha”: senador Renan Calheiros (PMDB-AL).Não tenho matiz partidário, sou um brasileiro comum que não precisou da política para o seu ganha-pão. Quando jovens e famílias nacionais falam em deixar o País, é porque estão enojados de assistir à mesmice dos velhos truques de políticos carreiristas, que só querem tirar vantagem para si ou para o grupo que representam, com antigas práticas de políticas perniciosas que contrariam o interesse coletivo da sociedade e principalmente das classes mais necessitadas.De tudo isso, é o voto constitucional obrigatório – não-democrático – o verdadeiro responsável de conduzir e reconduzir muitos elementos inescrupulosos à política, porque a falta de cultura (política) de nossos apedeutos tupiniquins arrastam-nos, como incautos, a votar em qualquer um. E, assim, os cargos públicos, as comissões e presidências do Congresso Nacional vão se aviltando com a negociata pelo preenchimento de suas vagas. Este é o deplorável quadro da política brasileira.
Julio César Cardoso
Bacharel em Direito e servidor federal aposentado
Balneário Camboriú-SC
Às viúvas de Collor
O ex-presidente Fernando Collor de Mello volta à ribalta, após um período de regalo longe do Senado, agora presidindo a Comissão de Infraestrutura daquela casa.
Eta paisinho de memória curta e de eleitor sem consciência nacional! Se até o rinoceronte “Cacareco” e o macaco “Tião” já foram eleitos, não é nenhuma surpresa a volta de figuras controvertidas à política brasileira.
Collor é um mal secreto que de vez em quando dá as caras para fazer suas estripulias como o diabo gosta. Collor é um pobre de espírito: “Quanta gente que ri talvez existe, cuja ventura única consiste em parecer aos outros venturosa”. Collor é aquele que apunhala e depois pergunta se a estocada doeu.
Quantos “velhinhos” doentes, que usavam suas poupanças para comprar remédio e viver, suicidaram-se por causa de um desvairado? As viúvas saudosas de Collor não devem esquecer sua desastrosa política econômica de confisco financeiro. Mesmo que as poupanças tenham sido posteriormente devolvidas, elas não foram resgatadas com as devidas correções monetárias, razão por que até hoje os tribunais estão abarrotados de ações de poupadores.
Seriedade não se calcula em metro. As pessoas são ou não são sérias. Não existe meio isto ou meio aquilo. Ser ou não ser, eis a questão. Quando falam e comparam que Collor sofreu impeachment por causa de um automóvel Elba ou por sobra de dinheiro de campanha cujos deslizes foram muito menores aos praticados por governos posteriores, nada disso é elemento justificável para remir a sua culpabilidade. Lamentavelmente, o País é o reflexo da política de oportunistas, que só visam às glórias do poder.
Às viúvas de Collor de Mello recomenda-se ler República na Lama, de José Nêumanne Pinto e Passando a Limpo, de Pedro Collor de Mello.
Julio César Cardoso
Bacharel em Direito e servidor federal aposentado
Balneário Camboriú-SC
Concordo. Memória curta é nossa característica. Denota um não hábito de leitura, até mesmo da classe média semi-letrada. Mas com essas ‘pesquisas’ da Sensus-CNT(sempre ela) e tal ‘popularidade’ e o tal ‘índice de aprovação’, as pessoas ficam mais esquecidas. Uma amiga minha, outro dia, me disse que não sabia que Sarney, Barbalho e Collor de Melo estavam ‘com o governo’. Ficou meio espantada. A tal Ideli personifica esse vale-tudo em nome do Governo, mesmo traindo o antigo PT em tudo.A classe média oprimida é taxada de ‘elite branca’,'direita saudosista’, etc… K,k,k,k… Só se for saudade da honestidade.
Antes da entrada de algum petralha por aqui, gostaria de sugerir a publicação de uma materiazinha simples sobre pesquisas de popularidade. Por que o Presidente Lula da Silva não comparece a estádios de futebol? Li que foi aconselhado a evitar lugares públicos e só discursar com ‘porteira fechada’(e claque). Isso devido à sua aparição no Maracanã cheio na abertura do Pan. No evento, levou uma vaia longa e estrepitosa. Parece que seguiu o conselho. Mas valeria apenas como enquete. Por que Lula não comparece a estádios de futebol?
A dona Ideli “Salafrati” não está perdendo por esperar , tenho pena do povo de Santa Catarina me parece de onde esta peça vêm, como tal vejamos a Lei de Retorno como os tufões/ furacoes/ tornados que assolam aquele lindo Estado e generoso povo que não merece uma senadora desta estirpe, isto tudo é o efeito “Ideli”, só os meteorologistas de plantão explicam este catastrófico processo na terra de dona Ideli “salafrati”.