Morte entre menores no Rio é maior que zonas de guerra

Por Roger Marzochi

Uma reportagem publicada hoje pelo jornal americano “Washington Post” (www.washingtonpost.com) mostra que o índice de mortes de menores de idade nas favelas do Rio de Janeiro é maior que o verificado em zonas de guerra. De 2002 a 2006, 729 crianças palestinas ou israelenses morreram, de acordo com o grupo israelense de direitos humanos B”Tselem. “No mesmo período no Rio de Janeiro foram relatadas 1.857 mortes de menores de acordo com o Instituto de Segurança Pública, um centro de pesquisas estatal”, compara o correspondente do jornal no Rio de Janeiro Monte Reel e o colaborador Fred Alves, que assinam a reportagem “No Rio, a Morte vem Cedo”.

Com o aumento da violência entre jovens, como o caso do menino João Hélio, no Rio de Janeiro, a matéria discute também o projeto de reduzir a maioridade penal. O texto relata o medo de mães em perderem seus filhos em meio à guerra entre traficantes, polícia e milicianos, ou também pelo risco de serem cooptados pelo tráfico.

O temor é exemplificado até pela necessidade de os moradores conseguirem distinguir entre o barulho de fogos de artifício e o de tiros. “Madeira (Maiza Madeira, moradora de favela) disse que aprendeu há três anos a identificar o som de fogos de artifício de forma tão apurada. Na primeira noite da celebração do carnaval seu filho de 16 anos saíra com amigos. Fogos de artifício foram lançados a noite toda, mas um som em particular a deixou preocupada.” Eram os tiros que mataram seu filho em frente à sua casa, e foram disparados por uma patrulha da Polícia Militar, relatam os jornalistas do Post.

A reportagem também mostra a visão dos jovens favelados com relação ao tráfico de drogas e à polícia, entrevistando tanto um jovem preso no Instituto Padre Severino, como jovens que buscam ficar fora de atividades consideradas ilícitas. As informações são do site do jornal “Washington Post”.

Depois, ainda acham que não é necessária a presença das Forças Armadas. Nós já vivemos em estado de confrontação civil. Só não vê quem não quer, ou quem disso se beneficia…

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