Vivo adota tecnologia GSM

Do Estadao/Link

Você é cliente da Vivo e está pensando em trocar de celular? Então evite comprar um aparelho com a tecnologia CDMA. A empresa nega categoricamente, mas tudo indica que a venda de telefones móveis desse tipo não vai durar muito no país, por causa da estréia da rede GSM da operadora.

Os celulares GSM da Vivo já estão à venda em planos pós-pagos e pré-pagos, e em breve, devem substituir os modelos CDMA. Se você tiver de mudar mais cedo ou mais tarde, melhor fazer a transição de uma vez. A Vivo afirma que quem migrar para o GSM poderá manter o mesmo número, sem custo nenhum.

As únicas pessoas que devem continuar com o CDMA são as que utilizam a rede de dados de alta velocidade da operadora (EVDO). Batizada como Play 3G, só pode ser acessada por esses dispositivos. A cobertura restringe-se às cidades de São Paulo, Campinas, Santos, Rio, Curitiba, Porto Alegre, Brasília, Salvador e Vitória.

Vários são os indícios de que a Vivo está deixando de comercializar celulares CDMA. Uma das primeiras indicações está na própria loja virtual da operadora (www.vivo.com.br). No site, hoje são vendidos apenas 17 aparelhos CDMA contra 19 modelos GSM, embora a empresa afirme que o seu portfólio conte atualmente com 40 aparelhos CDMA e 20 GSM.

Além disso, os dispositivos com maior desconto no site são os de tecnologia CDMA – o que pode indicar uma tentativa de eliminar o estoque. Lançado entre o fim do ano passado e o início deste ano, o Nokia 6275 saía por cerca de R$ 700. Na quinta-feira, o modelo custava R$ 584 no pré-pago e R$ 404 no pós-pago. Na sexta-feira, os preços já haviam baixado para R$ 539 e R$ 359, respectivamente.

Uma análise da loja virtual mostra ainda que os únicos telefones celulares com descontos superiores a R$ 170 são os de tecnologia CDMA. Na quinta-feira, os aparelhos MotoQ, Motorola K1M e V3M e LG Chocolate estavam à venda com abatimentos que variavam de R$ 170 a R$ 390. Já os quatro celulares GSM com maior redução de valor – Motorola Z3 e V3, LG Black Slim e Samsung E256 – apresentavam diminuição de preço entre R$ 45 e R$ 85.

A  Motorola, Nokia, Samsung e LG negam-se a dizer que estão deixando de vender aparelhos CDMA. Todos afirmam que a decisão depende da Vivo e ressaltam que estão prontos para fornecer esses produtos sempre que houver um pedido. Em off, porém, um executivo de uma das empresas admitiu que não fabricará mais telefones com essa tecnologia. De acordo com ele, as vendas prosseguem com o objetivo de eliminar o estoque.

O diretor de produtos da Motorola, Marcelo Guimarães, explicou que a empresa continuará a fornecer aparelhos CDMA pelos próximos três meses. “A Vivo ainda não parou de comprar”, disse. “Se daqui a três meses ela disser que vai continuar comprando CDMA, vamos fornecer.” Ele afirmou, porém, que já houve uma diminuição no volume adquirido. “A Vivo certamente tem um plano de redução gradativa do CDMA e um incremento do GSM.”

Especialista no mercado de telecomunicações, o presidente da consultoria Teleco, Eduardo Tude, destacou que os fabricantes preparam-se para produzir só modelos GSM. “Ao conversar com todos os fornecedores, eles têm comentado isso”, assegurou. Segundo Tude, as vendas de CDMA ainda não pararam, mas ocorrem em quantidade limitada. “Parece que eles (a Vivo) estão comprando só de um fornecedor”, disse. “Os outros pedidos são de GSM. “Outra indicação que confirma essa mudança está no site da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Antes de vender aparelhos, os fabricantes precisam de uma “autorização” do órgão, a homologação. Este ano, apenas dois telefones CDMA foram homologados na Anatel, contra 25 GSM – no ano passado, foram 26 contra 40.

Em nota oficial, a direção da Vivo afirmou que, “por razões estratégicas e mercadológicas, não fornecerá mais detalhes sobre sua política de comercialização de aparelhos celulares”. O documento ressalta ainda que haverá um lançamento em CDMA em breve: “A Vivo informa que concluiu hoje (12/04) a negociação com uma das maiores redes varejistas do Brasil, o que vai implicar na encomenda de grandes volumes de um novo modelo de aparelho celular com tecnologia CDMA. Esses terminais serão comercializados nos próximos dias.

“Divididos entre os dois tipos de tecnologia, alguns clientes estão confusos. O produtor Paulo Linhares, de 42 anos, pensou em ir para o GSM, mas teve medo de a nova rede da Vivo não atender às suas necessidades. “Liguei para o atendimento da Vivo e o operador me disse que, se fizesse a migração, não poderia retornar para o CDMA”, conta.

A Assessoria de Imprensa da Vivo afirmou que a informação dada a Linhares está incorreta e que é possível retornar. O biólogo Jorge Mario da Costa Ferreira Junior, de 51 anos, queria mudar para o GSM. Foi a uma das lojas da operadora, no mês passado, e descobriu que não havia chips em “branco” – que permitiriam a ele continuar com o mesmo número, como a empresa anuncia. “Fora que me disseram que a rede nova só cobria o Estado de São Paulo.” Na dúvida, mudou para a TIM.

A Vivo diz que a sua rede GSM tem a mesma cobertura que a CDMA.

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