Indústria desiste de fabricar para a antiga rede da Vivo

Cintia Baio (do DCI)

As fabricantes de telefonia móvel que ainda produziam celulares CDMA no Brasil anunciaram a paralisação das linhas de produção no começo de abril. O movimento fará a Vivo intensificar sua política de priorizar as vendas de GSM aos novos clientes. Hoje, segundo a Vivo, 99% das cidades onde a empresa atua já contam com sinal GSM.

A Nokia foi a primeira a migrar suas linhas para produção exclusiva de aparelhos GSM. A LG também decidiu parar de produzir os equipamentos sem chip, e as vendas de aparelhos CDMA realizadas neste mês foram apenas para acabar com os estoques do produto. A Samsung anunciou que ainda continuará a produção, mas apenas sob encomenda.

A Vivo garante que não vai parar de investir na rede e na comercialização da tecnologia CDMA, e garante que continuará a comprar aparelhos.

Desde o fim do ano passado, quando passou a usar a nova tecnologia, a Vivo conquistou 300 mil novos usuários GSM.

“Nós podemos fabricar terminais CDMA até quando a Vivo precisar”, afirmou Alexandre Jesus, diretor comercial da LG durante apresentação dos novos modelos da companhia em março último.

Fabricantes

De acordo com as fabricantes, a mudança de tecnologia da Vivo não vai afetar a produção como um todo. O objetivo é acompanhar a transição da operadora quase em forma de parceria.

Alexandre Jesus, da LG, explicou que a migração da Vivo para a tecnologia GSM não trouxe maiores problemas para a indústria local porque nenhuma fábrica produzia somente aparelhos CDMA, de forma que a transferência de linhas pôde ser efetuada com tranqüilidade. A Nokia anunciou que os consumidores da tecnologia GSM da Vivo terão à sua disposição um portfólio de 15 modelos da Nokia, alguns inéditos no Brasil e que chegam às lojas até junho.

Os aparelhos serão repletos de funcionalidade, permitindo fotografar, filmar, ouvir música e acessar e-mails e Internet.

“Este portfólio foi elaborado para posicionar a Nokia como a principal parceira da Vivo nesta nova fase da operadora. Para isso, vamos utilizar todo o nosso conhecimento e experiência na área de GSM, em que já somos líderes do mercado global e local. Esta é nossa expectativa em relação à parceria com a operadora já para este ano”, diz o diretor-geral da Nokia do Brasil, Almir Narcizo.

Internet

Após afirmar que continuará a investir em CDMA, a Vivo vem buscando formas de continuar a rentabilizar a rede. Uma delas é comercializar banda larga móvel a preços competitivos com o mercado tradicional.

O serviço Vivo Zap 3G, por exemplo, oferece velocidade de até 2,4 Mbps a um valor de R$ 139 por mês.

A conexão é feita por meio de placa PCMCIA ou celular Vivo compatível com a tecnologia CDMA 1xEV-DO (evolução da tecnologia CDMA) com o respectivo cabo de conexão, infravermelho ou através de uma ligação bluetooth .

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