Mundo ainda pode reverter aquecimento global

Por Alister Doyle/Reuters

O aquecimento global já está acontecendo, e as pessoas muito provavelmente são as culpadas. Os impactos vão variar de incômodos a catástrofes, mas o problema ainda pode ser resolvido sem tirar a economia mundial dos trilhos.

Essas são as prováveis conclusões de um documento de cinco páginas da Organização das Nações Unidas (ONU), a ser divulgado em novembro, resumindo mais de 3 mil páginas científicas de três relatórios autorizados sobre o aquecimento global, já publicados neste ano, dizem especialistas envolvidos.

O último dos relatórios, sobre custos, foi divulgado na sexta-feira em Bangcoc.

“É difícil colocar tudo isso em uma só sentença rápida”, disse Coleen Vogel, da Universidade de Witwatersrand, na África do Sul, um dos 32 autores do relatório-síntese a ser divulgado em Valência, na Espanha.

“Quase ninguém vai ler todos os três volumes”, afirmou Bettina Menne, da Organização Mundial da Saúde, outra autora.

“Então isto é realmente onde você coloca tudo sobre a mesa”, disse ela sobre o sumário, destinado a amarrar informações sobre como a queima de combustíveis fósseis que libera gases do efeito estufa, que retêm o calor na terra, modifica o clima na terra, gerando temidos impactos como inundações ou secas.

O relatório de cinco páginas, e um sumário mais longo, de 30, devem ser os mais lidos por tomadores de decisões políticas que tentam encontrar formas de ampliar a luta contra o aquecimento global depois de 2012, quando o primeiro período do Protocolo de Kyoto, da ONU, esgota-se.

Mas decidir o que dizer e o que fica de fora das versões concisas será difícil. “A síntese deve ser o documento politicamente mais relevante”, disse Carola Traverso Saibante, porta-voz do Painel Intergovernamental da ONU sobre Mudança Climática (IPCC, na sigla em inglês).

COMPLICADO

“Integrar os três relatórios com o objetivo de dar a formuladores de políticas uma boa ferramenta para agir pode ser algo complicado”, disse ela.

“Os governos pediram que tudo fosse condensado em um curto sumário das principais conclusões”, disse Peter Stott, do Centro Hadley do Departamento Meteorológico Britânico, também um dos autores.

O relatório do IPCC divulgado em Bangcoc na sexta-feira disse que cortes abrangentes nos gases do efeito estufa são necessários nos próximos 50 anos para manter o aquecimento global sob controle. Mas ele informou que isso precisa custar só uma fração da produção mundial.

E relatou que os governos têm uma ampla gama de tecnologias disponíveis para frear o aquecimento global, variando da energia solar à energia nuclear, mais controversa. Os relatórios do IPCC são a primeira atualização científica do tema desde 2001.

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