Grã-Bretanha: Missa e passeata por anistia a imigrantes ilegais

LONDRES, 7 MAI (ANSA)

Uma missa e uma passeata foram organizadas para hoje no centro de Londres para pedir por uma anistia nacional a centenas de imigrantes que não possuem a documentação na Grã-Bretanha, e pelo fim de sua exploração trabalhista.

O arcebispo de Westminster e líder da Igreja Católica na Inglaterra e em Gales, o cardeal Murphy O’Connor, convocou para hoje uma missa na Catedral de Westminster, no centro da cidade, que pedirá pela legalização de centenas de imigrantes ilegais.

A cerimônia será seguida por uma marcha pela Trafalgar Square, onde discursarão parlamentares e ativistas. Estima-se que haja pelo menos 870.000 imigrantes ilegais no país e os organizadores do ato disseram que uma nova “sub-classe social” está surgindo.

No fim de semana, O’Connor disse à emissora BBC que todos os imigrantes, os que têm vistos para residir e trabalhar e os ilegais “deveriam ser recebidos e tratados com respeito”. Ainda que o Ministério do Interior tenha afirmado que haja cerca de 570.000 imigrantes sem permissão para ficar no país, especialistas dizem que o número correto pode chegar quase ao dobro do informado.

“Muitos imigrantes estão na Grã-Bretanha há anos e por isso acredito que temos que encontrar uma forma para permitir que eles sejam cidadãos com todas as vantagens de cidadãos”, disse o prelado.

A missa e manifestação foram organizadas em apoio à campanha nacional “De Estranhos a Cidadãos”, que pede pela anistia a todos os imigrantes ilegais.

Para os ativistas, tais imigrantes são explorados pelos empregadores, que lhes pagam salários desumanos, além de por em perigo o mercado de trabalho para britânicos e privar o país de milhões de dólares em impostos.

Segundo a proposta da campanha, o governo deve permitir que aquelas pessoas, que vivem ilegalmente no país e que trabalham há mais de quatro anos na Grã-Bretanha, recebam um visto de trabalho por dois anos e que potencialmente lhes asseguraria a cidadania.

A medida ajudaria a reduzir a lista de espera de milhares de casos imigratórios que ainda não foram resolvidos pelo Ministério do Interior.

A missa começará com uma procissão de paróquias e grupos religiosos, acompanhados por música tradicional da África e América Latina e será discursada em seis idiomas (romeno, francês, português, iorubá, tâmil e espanhol). 

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