Hospital espanhol realizará teste de vacina contra cocaína

Barcelona, 8 mai (EFE).- Um hospital espanhol coordenará o teste de uma vacina contra a cocaína, do qual participarão 150 pessoas, confirmou hoje o chefe da unidade de condutas de vício do serviço de psiquiatria do centro em questão, José Pérez de los Cobos.

A implementação do projeto – que será o primeiro deste tipo na Europa – depende de um acordo entre o laboratório que sintetizou a vacina e o grupo espanhol que coordenará os trabalhos.

A expectativa é que as negociações terminem em setembro, o que adiará o início dos testes para depois de 2007.

A substância que será testada ensina o sistema imune a atacar a cocaína quando ela entra no organismo e estimula a produção de anticorpos que bloqueiam a droga no sangue.

Pérez de los Cobos disse que fez contato com o laboratório durante o congresso da Sociedade Espanhola de Toxicologia, realizado em fevereiro, e que a empresa concordou com a realização do teste, mas ainda é necessário esperar a assinatura de todos os protocolos.

O anteprojeto estabelece que 50 pacientes serão provenientes de Barcelona, Valência e Madri e que a vacina deve ser testada durante cerca de seis meses.

Os selecionados devem ter entre 18 e 50 anos de idade, devem ser dependentes de cocaína e não podem sofrer outras doenças físicas ou transtornos mentais para evitar qualquer risco durante o estudo.

Não será exigido dos pacientes um tempo determinado de dependência, mas eles devem se definir como dependentes de acordo com os critérios estabelecidos pelas sociedades médicas, já que a síndrome de abstinência da cocaína não é tão forte como a da heroína. Além disso, a intenção não é frear o consumo da droga, mas sua reincidência.

O consumo apesar da consciência do usuário de que a droga cria problemas físicos e psíquicos, a necessidade de aumentar cada vez mais a dose e os esforços infrutíferos para controlar ou eliminar o consumo são características dos viciados em cocaína.

Outros sinais que denotam dependência são as tentativas cada vez maiores para conseguir a substância e o longo tempo empregado para se recuperar dos efeitos, em detrimento de outras atividades que antes eram importantes.

Até agora, as pessoas que tentam largar a cocaína recebem, principalmente, apoio psicológico. Porém, a síndrome de abstinência e o alto risco de recaída levam uma grande porcentagem dos pacientes a abandonarem o tratamento antes de ficarem curados.

Desde 1999, o consumo de cocaína dobrou na Espanha, onde se estima que a taxa de usuários no grupo de pessoas com idade entre 15 e 64 anos seja de 2%. Isto representa quase o dobro do número de dependentes nos outros países da Europa, que é de 1,1%, segundo informações do Observatório Europeu das Drogas.

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