Banda Larga cresce 5% durante primeiro trimestre de 2007 no Brasil, e já são 6 milhões de usuários

Do Jornal da Mídia 

São Paulo – A quinta edição do Barômetro Cisco de Banda Larga, lançada hoje, mostra crescimento de 5,26% na base de usuários de banda larga no Brasil. Assim, 301 mil novos consumidores beneficiam-se dos serviços de Internet em alta velocidade no País. O trimestre rompeu a marca de seis milhões de acessos, totalizando 6.007 mil usuários. Nos últimos doze meses (março de 2006 a março de 2007) o Brasil registrou 1.643 mil novas conexões.

O Barômetro Cisco de Banda Larga é uma iniciativa que visa a mensurar os progressos dos serviços de banda larga na América Latina, assim como sugerir ações para estimular o crescimento do número de acessos a esse serviço na região, sugerindo metas de número de conexões a fim de equalizar os países analisados com parâmetros internacionais de penetração de banda larga. O resultado desse estudo é público e está alinhado com o desenvolvimento de estratégias focadas nos provedores de serviço de telecomunicações e no governo.

Patrocinado pela Cisco e realizado pela IDC Brasil (www.idc.com), o estudo é publicado a cada três meses, com o objetivo de mensurar a evolução do mercado brasileiro de banda larga. Como parte desta visão de promover a aceleração do crescimento desse serviço no Brasil, a Cisco propôs alcançar a meta de 10 milhões de conexões de alta velocidade até o ano de 2010 e, assim, impulsionar o desenvolvimento econômico, aumentando a competitividade e a produtividade do País.

“Da mesma forma que reconhecemos saneamento básico, eletricidade, vias de transporte entre alguns dos importantes eixos de infra-estrutura de um país, no cenário atual de globalização e do trabalho ligado ao conhecimento, a banda-larga passa a se tornar um eixo adicional de infra-estrutura absolutamente fundamental para a competitividade do país”, diz Pedro Ripper, presidente da Cisco do Brasil.

Apesar de positivo, o crescimento de 5,26% foi o menor registrado nos últimos quatro trimestres. A taxa de crescimento mantém-se ainda positiva devido à concorrência entre operadoras de telefonia e de TV a cabo. Esta dinâmica é observada no mercado desde o terceiro trimestre de 2006, fundamentada nos pacotes de serviços tipo Triple Play e novas ofertas de 2, 4 Mbps e 8 Mbps de velocidade.

“O número de 300 mil novos acessos é significativo. Esta desaceleração, entretanto, mostra que a partir de agora, considerando a forte correlação entre preço e demanda por serviços banda larga, serão necessários além de um ambiente competitivo, novos mecanismos para redução dos preços, incluindo benefícios fiscais, a exemplo do que o governo federal fez em relação à compra de computadores. É preciso também uma regulamentação focada para incentivar a universalização do serviço de banda larga e a utilização de novas tecnologias de acesso, tais como redes Wireless Mesh”, comenta Ripper. “Se isso acontecer, poderemos manter o mesmo ritmo acelerado de crescimento para os próximos anos atingindo, e até mesmo superando, a meta original de 10 milhões de conexões até 2010”, conclui.

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