"O Codex Arquimedes"

Para os meus eventuais leitores, especialmente os de Lisboa, que possam se interessar e tenham condições de estar presentes, eis uma dica, que faço questão de publicar, ressaltando que ela tambem está no De Rerum Natura excelente blog que versa sôbre filosofia e afins.

 

As Edições 70 têm a honra de convidar V. Ex.ª para a apresentação pública do livro “O Codex Arquimedes“, da autoria de Reviel Netz e William Noel, na Livraria Bulhosa de Entrecampos, no dia 18 de Maio às 19:00h. A obra será apresentada pelo Prof. Doutor Nuno Crato e pelo Prof. Doutor Henrique Leitão.
LIVRARIA BULHOSA ENTRECAMPOS,
CAMPO GRANDE, 10-B, LISBOA

A história da descoberta das obras perdidas de um gênio da Antiguidade”

 

A obra:

Em 1999, um manuscrito medieval foi vendido em leilão na Christie’s de Nova Iorque por 2 milhões de dólares, a um comprador que, até hoje, se mantém anônimo.

Ao ser analisado, o manuscrito revelou-se, na verdade, um palimpsesto: um texto rasurado num pergaminho sobre o qual se escreveu um livro de orações no século XIII.

Este é o ponto de partida para uma viagem fascinante, que nos leva num périplo pelo Mediterrâneo – das areias de Siracusa, sitiada pelos Romanos, a Constantinopla e, por fim, a Nova Iorque. É, também, a história do percurso dos textos de uma das maiores mentes matemáticas – Arquimedes – e de como a análise das suas obras, há muito dadas como desaparecidas, nos revela a genialidade do seu pensamento.

Profusamente ilustrada com diagramas elaborados com base nos de Arquimedes, esta é uma obra cativante, num relato que alterna entre o thriller científico, a história, e a divulgação da ciência.

Prefácio:

Nicetas Choniates, irmão do arcebispo de Atenas, presenciou a maior calamidade que alguma vez se abateu sobre o mundo do conhecimento. Em Abril de 1204, os soldados cristãos enviados em missão para libertarem Jerusalém esqueceram o seu propósito e saquearam Constantinopla, a mais rica cidade da Europa.

Nicetas relatou o seu testemunho desta carnificina. O tesouro suntuoso da grandiosa igreja da Hagia Sophia (Santa Sabedoria) foi dividido e distribuído entre os soldados.

Levaram mulas até ao próprio santuário, para carregarem o saque. Na sé do Patriarca – sobre a qual dançou e entoou cantigas obscenas – sentou-se uma meretriz, que fazia encantamentos e venenos.

Os soldados capturaram e violaram as freiras consagradas a Deus. “Ó Deus imortal”, lamentou-se Nicetas, “quão grandes foram as aflições dos homens”. A realidade obscena da guerra medieval abateu-se sobre Constantinopla e o cerne de um grande império estilhaçou-se.

A cidade saqueada tinha mais livros do que habitantes. Esta era a primeira vez que Constantinopla fora pilhada em 874 anos, desde que fora fundada em 330 A.D. por Constantino, o Grande, imperador de Roma.

Os seus habitantes ainda se consideravam Romanos e como seu legado a cidade albergava os tesouros literários do mundo antigo. Entre estes tesouros contavam-se tratados do maior matemático da Antiguidade, e um dos maiores pensadores de todos os tempos.

Ele calculara o valor aproximado de Pi, elaborou a teoria dos centros de gravidade, e lançou as bases do cálculo, 1800 anos antes de Newton e Leibniz. O seu nome era Arquimedes. Ao contrário de centenas de milhares de livros que foram destruídos no saque da cidade, três livros com textos de Arquimedes escaparam.

Um destes livros, o primeiro a desaparecer, era o Códice B; sabe-se que em 1311 ainda constava da biblioteca do Papa, em Viterbo, a norte de Roma, desconhecendo-se o seu paradeiro desde então.

O outro era o Códice A, cujo último registro é de uma biblioteca de um humanista italiano, em 1564. Foi através de cópias destas obras que os mestres da Renascença como Leonardo da Vinci e Galileu conheceram os trabalhos de Arquimedes. Mas Leonardo, Galileu, Newton e Leibniz nada sabiam do terceiro livro.

Este continha dois textos extraordinários de Arquimedes, que não constavam dos códices A e B. Comparada com estes textos, a matemática de Leonardo parece uma brincadeira de criança.

Oitocentos anos após o saque de Constantinopla, este terceiro livro, o Codex Arquimedes, o Códice C, na sua designação técnica, apareceu. Esta é a história verídica e extraordinária do livro e dos textos que contém.

Revela como é que os textos sobreviveram ao longo dos séculos, como foram descobertos, como desapareceram novamente, e como viriam finalmente a encontrar um paladino.

É também a história do restauro paciente, da tecnologia de ponta e do estudo dedicado que devolveram à vida os textos rasurados.

Quando em 1999 iniciou o seu trabalho, a equipe que trabalhou no livro não fazia ideia do que viria a descobrir. Quando concluíram, tinham revelado textos novos do mundo antigo e mudado para sempre a história da ciência.

 

Sobre os autores:

Reviel Netz é Professor de Ciência Antiga na Universidade de Stanford e autor de várias obras sobre Filosofia e História da Ciência. Atualmente um dos mais reconhecidos especialistas sobre as obras de
Arquimedes.

William Noel é o Conservador de Manuscritos e Livros Raros do Walters Art Museum e autor de diversos estudos sobre Manuscritos Antigos. É igualmente o Diretor do Projeto de Investigação “O Codex de Arquimedes”.

Visite o site oficial do Projeto de Investigação do Manuscrito em
http://www.archimedespalimpsest.org e o site nacional em
www.codexarquimedes.edicoes70.pt
Para informações adicionais, por favor entre em contato com Ana Neves –aneves@almedina.net

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