Incentivos para setor de TI no Rio Grande do Sul

Do Jornal O Povo(Fortaleza)

O Rio Grande do Sul prepara um fundo de capital de risco para fomentar novas empresas e terá uma nova lei de incentivo à inovação até junho, se aprovada pela Assembléia Legislativa do Estado. A idéia é estimular a criação de novas companhias de tecnologia e atrair empresas de software para o Rio Grande do Sul.

As informações foram divulgadas por Nelson Proença, Secretário de Desenvolvimento e Assuntos Internacionais do Estado, durante o Tech Symposium 2007, evento que a HP Brasil promoveu junto à PUC do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, nesta segunda-feira, dia 21.

“Estamos nos baseando nos modelos adotados pela Malásia e pela Irlanda (pólos internacionais de tecnologia) para elaborar uma lei que atraia as empresas e que incentive a inovação. A gestão da governadora Yeda Crusius (PSDB) quer, com isso, reforçar a preocupação com o desenvolvimento do Rio Grande do Sul como um pólo de tecnologia”, disse Proença.

Entre as novas medidas da lei da inovação estão a renúncia fiscal para parte do ICMS para as novas empresas e até mesmo a doação de terrenos para as companhias que vierem se instalar na região.

Dinheiro não é problema

Sem anunciar quantidades, o secretário também anunciou estudos para a criação de um fundo de capital de risco para estimular a criação de empresas de tecnologia, e que partirão de fontes da iniciativa privada. “O governo está atuando, neste sentido, como um articulador de iniciativas. Vou dizer algo que pode espantar vocês, mas a verdade é que dinheiro não é problema. Conversei recentemente com investidores em Nova York que sinalizaram isto e a verdade é que o mundo tem muitos recursos para investir em países como o Brasil”, afirmou Proença.

De acordo com ele, o Brasil apresenta hoje um cenário atraente ao investimento internacional e o governo do Rio Grande do Sul tem conversado com empresas de tecnologia de todo o mundo, interessadas em montar centros de software no Estado, por conta da disponibilidade de universidades e centros de desenvolvimento. “Ainda não podemos citar nomes, mas é certo que há interesse de empresas da Índia, um dos grandes pólos exportadores de software e serviços em vir para o Estado”, afirmou.

Compensações

Perguntado sobre a saída de parte da operação da fabricante de computadores Dell, que transferiu a montagem de computadores para o município de Hortolândia, no interior de São Paulo, Proença disse que o movimento não gerou impactos para o setor tecnológico no Estado, já que a companhia mantém no Rio Grande do Sul a sede administrativa da empresa no País, um centro de desenvolvimento de software e o atendimento a clientes e suporte técnico.

“Não é que eu esteja desdenhando a saída da fábrica, mas a folha de pagamento do centro de software da Dell é três vezes maior do que a da fábrica. Ademais, nos interessa mais a produção do software, que é de alto valor agregado, em vez da simples fabricação. E o que queremos é isso: fazer do Rio Grande do Sul um centro de excelência na produção de software no Brasil”, finalizou.

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