Degelo pode afetar 40% da população mundial

Agência Estado

O derretimento das calotas polares, geleiras e da cobertura de neve de montanhas poderá afetar até 40% da população mundial, ao provocar a elevação do nível dos mares, enchentes e redução no suprimento de água potável e para irrigação, diz relatório das Nações Unidas divulgado nesta segunda-feira.

O estudo, realizado por cerca de 70 cientistas, vem a público na véspera do Dia Mundial do Meio Ambiente, que será celebrado dia 05/06, põe em evidência, ainda, o risco de a perda das geleiras vir a acelerar o aquecimento global, já que as coberturas de gelo ajudam a resfriar o planeta, ao refletir a luz do Sol de volta para o espaço.

A despeito do fato de boa parte do gelo estar localizada em áreas remotas, como os pólos ou picos elevados, o impacto será sentido em escala mundial, disse o diretor-executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), Achim Steiner. “O relatório destaca que o destino dos locais gelados do mundo, em um planeta que enfrenta desafios climáticos, deveria causar preocupação em cada ministério, diretoria e sala de estar do mundo”, disse Steiner.

O trabalho foi divulgado na cidade de Tromsoe, no Ártico norueguês, que sedia a principal celebração do Dia Mundial do Meio Ambiente, sob o tema “Gelo derretendo – um assunto quente?” O texto tem como base uma série de relatórios do painel Intergovernamental para a mudança Climática (IPCC), lançados ao longo deste ano.

O relatório, intitulado Perspectiva Global para Neve e Gelo, afirma que as temperaturas elevadas poderão aumentar o nível dos mates entre 20 cm e 80 cm, ainda neste século, o que poderá inundar áreas costeiras e forçar milhões de pessoas a fugir de suas casas.

Mesmo pessoas que moram longe do litoral poderão sentir o impacto, como o 1,5 bilhão de habitantes que, principalmente na Ásia, dependem do derretimento sazonal de geleiras para obter água potável.

No hemisfério norte, a cobertura de neve nos meses de março e abril caiu de 7% a 10% nas últimas quatro décadas, diz o relatório. O texto afirma que, nos últimos 30 anos, a extensão de gelo sobre o mar caiu de 6% a 7% no inverno e de 10% a 12% do verão, enquanto que a espessura do gelo caiu pelo menos de 10% a 15%.

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