G8 precisa ser ampliado e incluir o Brasil, sugere o Diretor Geral da OMC

Do PanoramaBrasil/Rodrigo Lima

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O diretor geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy, defendeu nesta quarta-feira (6) que o G8, grupo dos sete países mais ricos do mundo – Estados Unidos da América (EUA), Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá – mais a Rússia, precisa ser ampliado e incluir o Brasil.

Segundo Lamy, o G8 precisa crescer e integrar “importantes países em desenvolvimento” para que seja possível “negociações sérias” que possam trazer benefícios globais. Citou como exemplo de acordos que seriam possíveis se o G8 contasse com a presença destas nações emergentes, o destravamento das negociações de liberalização comercial da rodada de Doha e a adoção de uma solução para o aquecimento global.

Dentre os países em desenvolvimento que poderiam formar o G8, Lamy citou o Brasil, a China, a Índia e a Indonésia. Se a Rússia faz parte do grupo devido as credenciais geográficas e militares não há porque não incluir países que também são gigantes demográficos e líderes entre os emergentes.

Quanto à questão climática, conforme o diretor da OMC, a organização que dirige tem regras que obrigam a prevenção sob pena de ser impostas sanções no comércio internacional. Para Lamy, “se um determinado número de membros da OMC pretende adotar medidas que limitem o comércio exterior em nome do meio ambiente, eles podem fazer isso sem restrições”. Evidentemente, esse mecanismo seria mais eficaz se avançássemos nas negociações na rodada de Doha. Por isso seria tão importante que o G8 fosse mais representativo em termos de liderança internacional.

O G8 iniciou hoje (6) suas reuniões em Heiligendamm, na Alemanha. O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva foi convidado a participar. As declarações de Pascal Lamy foram prestadas à radio France Culture e publicadas no site alemão da Deutsche Welle.

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Um comentário sobre “G8 precisa ser ampliado e incluir o Brasil, sugere o Diretor Geral da OMC

  1. Concordo planamente com Mr. Plamy, relativamente à incusão do Brasil no G8. Não se trata de patriotismo, isso porque bom senso da OMC indica o óbvio realismo das condições, que no mundo, ocupa o Brasil. Considere-se o fato de, não obstante as dificuldades, o Brasil se retrata com seu PIB como algo inusitado na economia mundial.

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