Presidente do BNDES anuncia medidas de reforço ao compromisso com o meio ambiente

Portal Segs

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Em entrevista coletiva nesta terça-feira – Dia Mundial do Meio Ambiente -, o presidente Luciano Coutinho reforçou o compromisso do Banco com o desenvolvimento sustentável do país e ressaltou a urgência de implementação de políticas ambientais em nível global para deter o processo de aquecimento do Planeta.

“O BNDES, na condição de banco de desenvolvimento, não pode ficar à margem desse esforço e, por isso, vai ampliar a densidade de sua atuação no meio ambiente”, disse o presidente do Banco. “Já há um estrago em termos de emissão de carbono suficiente para elevar a temperatura da Terra em alguns graus nos próximos 20, 30 anos”, disse ele, considerando que esta é uma grande preocupação do governo brasileiro.

Nesse sentido, Coutinho anunciou um elenco de medidas adotadas pelo BNDES:

– a criação do Programa BNDES Desenvolvimento Limpo, com o lançamento de dois fundos mútuos fechados de investimento para a apoiar projetos capazes de gerar Redução Certificada de Emissões (RCEs), no âmbito do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), do Procolo de Kyoto;

– introdução de novas cláusulas na Política Ambiental do BNDES , com compromissos com o Zoneamento Econômico-Ecológico (ZEE) e restrições a projetos que impliquem desmatamento;

– parceira com o Banco do Brasil para agilizar os financiamentos do Programa de Apoio a Projetos de Eficiência Energética (Proesco);

– a adesão do Banco à Declaração sobre Mudanças de Climáticas proposta pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente – Iniciativa Financeira, que visa integrar as questões ambientais às operações e serviços financeiros.

Coutinho informou ainda que o BNDES vai fazer um levantamento das emissões de carbono provenientes das atividades do próprio Banco. A partir daí, o Banco vai implementar projetos compensatórios na área ambiental, como por exemplo a realização de investimentos em reflorestamento. “É uma medida simbólica, porém importante, pois mostra que o exemplo de preservação deve partir de Casa”, afirmou.

Coutinho garantiu que as novas cláusulas introduzidas na Política Ambiental do Banco não vão implicar acúmulo de burocracia e aumento nos prazos de análise de projetos. Até porque o Banco, no processo de aprovação de financiamentos, já exige documentos de licença ambiental emitidos pelos órgãos responsáveis. “A preocupação ambiental é economicamente positiva”, avalia Coutinho, confiante na eficiência do corpo técnico do Banco, que já vem contribuindo para a redução dos prazos entre análise e aprovação de projetos. Ele revelou que o Banco colocará em prática uma nova rodada de simplificação e agilização de procedimentos, no sentido de reduzir ainda mais seus prazos.

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