Franceses elegem representantes do Parlamento no domingo

Efe

Reuters

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Nicolas Sarkozy participa de ato público em Tours, onde anunciou medidas sociais

Os franceses voltarão às urnas neste domingo, 10, quando, em uma espécie de teste de popularidade para o recém-eleito presidente do país, Nicolas Sarkozy, renovarão a Assembléia Nacional (Parlamento).

Todas as pesquisas prevêem uma ampla vitória do partido de Sarkozy, a conservadora União por um Movimento Popular (UMP). Até a oposição parece ter se conformado em ocupar a minoria das cadeiras da próxima legislatura. A UMP, juntamente com seus aliados do partido Novo Centro, deve conseguir mais de 400 das 577 cadeiras da Assembléia.

Desde sua posse, em 16 de maio, Sarkozy vem se mostrando bastante atuante. Sua presença na imprensa foi maior do que a de qualquer outro candidato que disputará a uma cadeira no Parlamento francês.

Seja reunido com os líderes do G8 (os sete países mais industrializados do mundo e a Rússia), dialogando com sindicalistas, ecologistas ou médicos, ou até de bermuda enquanto pratica esportes, a imagem do chefe do Estado é a mais vista na imprensa.

Neste sábado, Sarkozy participou de um ato público em Tours, no centro do país, onde anunciou novas medidas de amparo social e disse que os pais de crianças portadoras de necessidades especiais poderão recorrer à Justiça pelo direito de seus filhos estudarem.

No ato, o presidente evitou pedir votos, mas durante a campanha para o pleito legislativo, ele e seus assessores frisaram a importância de obter a maioria na Assembléia e, desta maneira, poder aplicar o programa de reformas lançado na campanha para a Presidência.

Na disputa pelas cadeiras do Parlamento, a tradição favorecerá os candidatos da UMP porque, como ocorreu em 1981, 1988 e 2002, a eleição de um presidente é seguida da de seus partidários nas legislativas, nas quais os eleitores acabam confirmando sua decisão anterior.

Oposição

Diante deste cenário, o chamado dos socialistas para que o poder obtido pelos conservadores com a eleição de Sarkozy fosse contrabalançado no Parlamento acabou abafado. Agora, o partido quer apenas que o prejuízo seja o menor possível.

Para o líder do PS, François Hollande, obter 30% dos votos já seria um resultado positivo na eleição, que, inclusive, evidenciou ainda mais as divergências dentro do partido.

No entanto, os socialistas, enfraquecidos e pessimistas, adiaram o debate sobre o futuro da legenda, que alguns líderes, como a candidata derrotada nas eleições presidenciais Ségolène Royal, já pensam em como reconstruir, para depois do pleito de domingo.

O cenário não é muito melhor para outras forças, como o Movimento Democrático, do centrista François Bayrou, a grande surpresa das eleições presidenciais, e o Novo Centro, que pode conseguir cerca de 20 cadeiras.

Tudo indica que o Partido Comunista Francês (PCF) continuará seu lento declínio e não deverá nem mesmo contar com grupo parlamentar próprio na Assembléia (para isso são necessários 20 deputados). Já o Partido Verde espera ter um representante, e a Frente Nacional, do polêmico Jean-Marie Le Pen, deverá continuar fora da Assembléia.

Ao todo, 44,5 milhões de franceses poderão ir às urnas neste domingo e no dia 17, quando acontece o segundo turno da eleição, que, por utilizar o sistema eleitoral majoritário, favorece os grandes partidos.

Uma das grandes incógnitas é a participação, que chegou a quase 84% no pleito presidencial.

Existe a possibilidade de que o número caia agora, já que alguns eleitores estão cansados de comparecer às urnas e esta é a terceira eleição em um mês e meio. Além disso, os franceses podem estar menos interessados nessa campanha do que na anterior.

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