Vitória esmagadora da direita dá a Sarkozy plenos poderes

Do Jornal de Notícias/PT

O partido de direita União para um Movimento Popular (UMP) de Nicolas Sarkozy ficou bastante à frente no primeiro turno das eleições legislativas na França e deverá obter uma maioria esmagadora na Assembléia Nacional para pôr em marcha a política de “ruptura” prometida pelo novo presidente da República.

De acordo com as projeções efetuadas por três institutos de pesquisa após o fechamento das urnas, a UMP deverá obter entre 45,6 e 46,4% dos votos, a que corresponderão entre 383 e 501 dos 577 lugares da câmara baixa após o segundo turno, no próximo domingo. O Partido Socialista (PS), primeiro partido da oposição, deverá obter entre 60 a 170 lugares.

A Assembléia atual conta com 359 deputados da UMP e 149 socialistas. Face ao sistema eleitoral, a maior parte dos novos deputados apenas serão conhecidos após o segundo turno. Os responsáveis socialistas apelaram já à “mobilização” e a um “empenho” dos eleitores de esquerda para o segundo turno, com o objetivo de impedir que este avanço da UMP se transforme num maremoto na nova assembléia.

“Tudo o que não queremos é que um partido controle a Assembléia Nacional sozinho, tudo o que não queremos é a precariedade”, afirmou o líder do PS, François Hollande.

O escrutínio de ontem ficou marcado por uma abstenção recorde, por volta dos 40%.

A direita aplaude o resultado obtido. O ministro da Economia, Jean-Louis Borloo, disse que os franceses quiseram “dar uma chance ao Governo, com um Parlamento que trabalhe em harmonia com ele”. O grande responsável por esta “vaga azul” é, sem dúvida, Nicolas Sarkozy, que se mantém em “estado de graça” depois de, no passado dia 6 de Maio, ter batido a socialista Ségolène Royal nas eleições presidenciais, com 53% dos votos.

Caso o segundo turno das legislativas confirme a tendência, Sarkozy ficará com mãos livres para fazer passar no Parlamento todas as reformas que prometeu para França.

À exceção da UMP e do PS, os restantes partidos deverão ficar numa situação particularmente difícil, já que nenhum deverá conseguir eleger 20 deputados, o mínimo, no atual sistema eleitoral, que permite a constituição de um grupo parlamentar autônomo.

É o caso, por exemplo, do novo partido criado por François Bayrou, o MoDem (“Movimento Democrático”), que apesar dos 18,57% da primeira volta das presidenciais não deverá ocupar no Parlamento mais que quatro lugares. Ou da extrema-direita de Jean-Marie Le Pen, que deverá ficar sem qualquer deputado.

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