Vladimir Putin acusa Organização Mundial do Comércio de ser "arcaica e não democrática"

Do Público.pt

Alexander Demianchuk/Reuters

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Putin sugeriu a criação de instituições regionais euro-asiáticas para o comércio livre

O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, acusou hoje a Organização Mundial do Comércio (OMC) de ser “arcaica e não democrática”, num discurso pronunciado no Fórum Econômico em São Petersburgo.

Putin, que discursava perante os representantes da Comunidade dos Estados Independentes (ex-URSS, menos os países bálticos) e empresários, sugeriu a “criação de instituições regionais euro-asiáticas para o comércio livre”.

“As organizações financeiras atuais foram criadas levando em conta apenas um pequeno número de membros ativos, são arcaicas, rígidas e não democráticas, o que é bem o caso da OMC e dos interlocutores da Conferência de Doha, que atravessa sérias dificuldades”, disse Putin.

A Rússia pede, há vários anos, para entrar como país membro na Organização Mundial do Comércio, objetivo ainda não alcançado.
O presidente russo, no seu discurso, também defendeu um aumento da cesta de moedas de reserva mundiais e de centros financeiros globais para criar “uma arquitetura de relações econômicas mais justa”.

“Estou convencido de que os discursos habituais sobre uma divisão justa de recursos e investimentos não resolvem nada”, disse Putin.
O líder do Kremlin sublinhou que o desequilíbrio na economia global “é sentido cada vez mais e agrava a diferença entre os países pobres e os mais ricos”.

Para um desenvolvimento estável da economia mundial, indicou Putin, “é indispensável formar uma nova estrutura de relações económicas internacionais”. Além disso, para o chefe de Estado russo “é evidente que o sistema financeiro mundial, dependente apenas de uma ou duas moedas e de um número limitado de centros financeiros, já não reflete as necessidades atuais e estratégicas da economia global”.

As organizações financeiras mundiais, sublinhou, “requerem uma reestruturação profunda, porque foram constituídas para responder a realidades totalmente diferentes e hoje já não conseguem encontrar lugar nas atuais condições de crescimento económico estável da maioria dos países emergentes”.

“A resposta a este desafio é apenas uma: o surgimento de várias divisas mundiais de reserva e de vários centros financeiros internacionais”, sublinhou o estadista russo, acrescentando que “agora é indispensável criar as premissas para diversificar os ativos do sistema financeiro mundial”.

Neste contexto, Putin manifestou a sua convicção de que “os centros financeiros e de decisão dos novos consórcios globais podem vir a estar na Rússia”, fazendo assim um convite implícito aos países para negócios com passagem por Moscou. O Kremlin continuará a propiciar a “atratividade do rublo, do mercado financeiro e do sistema bancário” da Rússia.

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