Gastos com setor militar chegam a US$1,2 tri em todo mundo

Da Swissinfo

soldier

Os gastos mundiais com o setor militar elevaram-se 3,5 % no ano passado, chegando a 1,2 trilhão de dólares enquanto continua a aumentar o dispêndio dos EUA com suas operações no Iraque e no Afeganistão, disse na segunda-feira um instituto de pesquisa da Europa.

Os Estados Unidos gastaram 529 bilhões de dólares, ou pouco menos do que todo o Produto Interno Bruto (PIB) da Holanda, em operações militares em 2006, uma cifra 5 por cento maior do que a do ano anterior, disse o Instituto de Pesquisa Internacional da Paz de Estocolmo (Sipri, na sigla em inglês) em seu relatório anual.

“Levando em consideração tanto os fatores imediatos quanto os de longo prazo, estima-se que o gasto total dos EUA com a guerra no Iraque até o ano de 2016 será de 2,267 bilhões de dólares”, afirmou o documento.

Os gastos da China com seu setor militar elevaram-se, segundo estimativas, de 44,3 bilhões de dólares em 2005 para 49,5 bilhões no ano passado. O governo chinês encontra-se em meio a um processo de modernização do seu Exército de Libertação do Povo.

“O montante de dinheiro despendido pela China com seu setor militar continuou a aumentar rapidamente, superando pela primeira vez o do Japão e fazendo da China, portanto, o país da Ásia que mais gasta com suas Forças Armadas e o quarto que mais gasta com esse setor no mundo”, afirmou o Sipri.

O instituto, que realiza pesquisas independentes sobre questões internacionais de segurança, armamento e desarmamento, afirmou que o Japão havia diminuído, pelo quinto ano consecutivo, seus gastos com o setor militar em 2006 e que direcionava seu orçamento militar principalmente para medidas de defesa contra mísseis.

A China, o Japão, a Grã-Bretanha e a França responderam, cada um, por algo entre 4 e 5 por cento dos gastos mundiais com o setor militar no ano passado, afirmou o Sipri. Os cinco países que mais investiram nessa área respondem por quase dois terços do total mundial de gastos.

Os EUA e a Rússia foram os principais fornecedores de armas do mundo entre 2002 e 2006, cada um respondendo pela venda de cerca de 30 por cento do montante global comerciado, disse o instituto. As vendas dos países membros da União Européia (UE) somaram 20 por cento do total do planeta.

“Em termos de volume, uma cifra quase 50 por cento maior de armas convencionais foi transferida internacionalmente em 2006 quando comparamos esse número com o de 2002, revelaram dados reunidos pelo Sipri,” acrescentou o relatório.

A China e a Índia continuam a ser os maiores importadores de armas do planeta. E cinco países do Oriente Médio figuram entre os dez maiores importadores de armas em termos globais.

“Enquanto os meios de comunicação dão grande destaque à venda de armas do Irã, armas essas vindas principalmente da Rússia, o montante de armas vendido pelos EUA e pelos países europeus para Israel, a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos mostrou-se significativamente maior”, disse o instituto.

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