Roma da antiguidade ganha vida em modelo virtual

Stephen Brown para Reuters

coliseum

ROMA- Os turistas que ficam perplexos diante da mistura de construções da Roma clássica e moderna poderão agora orientar-se, visitando um modelo virtual da capital imperial que está sendo descrito como a maior simulação computadorizada de uma cidade da antiguidade já feita no mundo.

“Rome Reborn” (Roma Renascida) foi inaugurado na segunda-feira em sua primeira versão, mostrando a cidade em seu auge, em 320 d.C., sob o comando do imperador Constantino, quando tinha 1 milhão de habitantes.

Fruto de uma idéia de Bernard Frischer, da Universidade da Virgínia, “Rome Reborn” (www.romereborn.virginia.edu) vai mostrar a evolução de Roma desde a Idade do Bronze, quando ela não passava de um aglomerado de choupanas, até o saque de Roma, no século 5 d.C, e as devastadoras Guerras Góticas.

Reproduzido para turistas em aparelhos de mão guiados por satélite e filmes de orientação 3D num cinema a ser aberto perto do Coliseu, Frisch diz que seu modelo “vai preparar os turistas para sua visita ao Coliseu, ao Fórum e aos palácios imperiais no Palatino, para que possam entender muito melhor as ruínas.”

“Podemos levar as pessoas para baixo do Coliseu e mostrar a elas como funcionavam os elevadores que traziam os animais para cima, desde as câmaras subterrâneas, para as caçadas que eram realizadas”, disse ele, falando do grande anfiteatro romano inaugurado por Tito em 80 d.C.

O modelo criado por Frischer é baseado em mapas e catálogos de construção da antiguidade que mostram detalhes de prédios de apartamentos, residências particulares, estalagens, armazéns, padarias e até mesmo prostíbulos, além de imagens digitais do enorme modelo “Plastico di Roma Antica” construído em argamassa em 1936-74, medindo 16 metros por 17.

O trabalho realizado por Frischer, pelo colégio Politecnico di Milano e pela Universidade de Florença permite que estudiosos povoem os monumentos antigos com figuras de realidade virtual para fazer experimentos sobre detalhes práticos como ventilação, capacidade de público e acústica.

O modelo também mostra como os romanos, que adoravam o sol e a lua, alinhavam suas construções com o solstício do verão.

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