Agricultura brasileira de A a Z

Por Maria Cristina Burger para bcufrgs.blogspot.com

Após 18 anos de pesquisas, a Esalq conclui série de seis volumes da Enciclopédia Agrícola Brasileira.

São mais de 18 mil verbetes em ordem alfabética que mostram o avanço do conhecimento das ciências agrárias no Brasil.

Thiago Romero escreve para a “Agência Fapesp”:

Uma referência histórica dos trabalhos desenvolvidos na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ) desde sua criação, em 1901, até pesquisas mais recentes que contribuíram para o avanço do conhecimento das ciências agrárias no Brasil. Essa foi a melhor definição encontrada por Aristeu Mendes Peixoto, professor aposentado do Departamento de Zootecnia da Esalq, para a Enciclopédia Agrícola Brasileira, cujo sexto e último volume que contém os verbetes entre S e Z acaba de ser lançado pela Editora da Universidade de SP (Edusp).

A elaboração da enciclopédia, cujos volumes foram fragmentados pelas letras A-B, C-D, E-H, L-M, N-R e S-Z, teve início em 1989. Até 1998, a elaboração da obra foi coordenada pelo pesquisador da Esalq Julio Seabra Inglez de Sousa, quando Peixoto passou a liderar o projeto. “A extensão de seus serviços à comunidade é uma das missões das Universidades e institutos de pesquisas. A enciclopédia resulta de 18 anos de pesquisas que contribuíram para o desenvolvimento do setor agronômico no país. São mais de 18 mil verbetes em ordem alfabética distribuídos nos seis volumes, que têm 500 páginas cada”, disse Peixoto à “Agência Fapesp”.

Segundo ele, a enciclopédia, escrita em linguagem técnico-científica, é destinada tanto a pesquisadores interessados em novas linhas de pesquisa como a pequenos e médios produtores que desejam ingressar em novas atividades da agricultura ou pecuária. Os verbetes são ilustrados com gráficos, fotos e desenhos. “Cada verbete representa um assunto, que pode ser desde definições de palavras e expressões da pesquisa agronômica até técnicas e processos utilizados por profissionais das ciências agrárias”, explica.

Todas as culturas agrícolas praticadas no Brasil, com destaque para cana, café, algodão e milho, são contempladas. O trabalho de coleta dos dados foi realizado por aproximadamente 120 mil professores e pesquisadores da Esalq e de outras instituições, entre elas o Instituto Agronômico de Campinas, o Instituto Biológico, o Instituto de Tecnologia de Alimentos, o Instituto Florestal, o Instituto de Zootecnia e a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati). “A obra enfoca sempre os aspectos econômicos da agricultura, de modo a permitir a utilização de seus produtos na alimentação ou em processos industriais”, afirma Peixoto, que foi diretor da Esalq entre 1979 e 1982.

“A finalidade é dar uma orientação segura às atividades da economia rural, tornando mais rápido e dinâmico o conhecimento de temas estratégicos como o etanol, por exemplo, que é abordado do ponto de vista químico e também de sua aplicação prática como combustível”, disse.

Mesmo inacabada, em 1996 a Enciclopédia Agrícola Brasileira ganhou o Prêmio Jabuti, na área de Ciências Exatas e Tecnologia, e o Prêmio Clio de História, em 2005, por sua contribuição ao conhecimento agrícola brasileiro.

Mais informações: http://www.edusp.com.br

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