Biocombustível do Brasil não prejudica meio-ambiente, diz OCDE

Do Invertia

A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) destacou o etanol obtido da cana-de-açúcar no Brasil como um dos poucos biocombustíveis que oferecem um balanço claramente positivo em termos de emissões poluentes e cujo desenvolvimento deveria ser promovido.

Esta foi uma das principais conclusões do encontro de 40 analistas reunidos em Paris para o Fórum Internacional dos Transportes e o Centro Conjunto de Pesquisa sobre os Transportes da OCDE.

“Poucos biocombustíveis parecem oferecer efetivamente uma contribuição real em termos de proteção do clima ou de independência energética, apesar de serem um meio muito custoso para responder a estes desafios”, explica em comunicado divulgado hoje o secretário-geral do Fórum Internacional dos Transportes, Jack Short.

“Alguns biocombustíveis podem inclusive acarretar mais emissões (poluentes) que os produtos feitos a partir do petróleo”, afirmaram os analistas.

Os biocombustíveis obtidos com a cana-de-açúcar no Brasil são “de longe os melhores”, pois é mais fácil transformar o açúcar em álcool que fazer isto a partir do trigo ou do milho, de acordo com as conclusões dos especialistas.

E, embora os biocombustíveis da segunda geração “prometam melhoras”, ainda há “grandes incertezas”.

O Fórum Internacional dos Transportes indica que, para que os biocombustíveis representem uma contribuição significativa em termos de substituição do petróleo, são necessárias “grandes quantidades de terras”, o que reduziria as superfícies dedicadas ao cultivo de alimentos, assim como as reservas florestais e de fauna selvagem.

Outro elemento que provoca a reticência do organismo vinculado à OCDE é que os subsídios para os biocombustíveis representam pelo menos US$ 15 bilhões ao ano nos 30 países-membros, pois há “formas menos custosas de reduzir as emissões de CO2 (dióxido de carbono) e o consumo de carburantes”.

A organização adverte que os subsídios têm um “efeito colateral” negativo, pois, ao tornar os combustíveis mais baratos, anulam os estímulos para aumentar a eficiência energética dos transportes.

Short aposta na rápida extensão dos sistemas de certidão que discriminam os biocombustíveis em função dos lucros que aportam em termos de melhora ambiental ou de independência energética, através de programas de promoção estabelecidos em muitos países, com objetivos de produção.

“Enquanto continuam em vigor as metas de produção, parece apropriado tentar e conseguir hierarquizar os benefícios dos biocombustíveis e preferir os melhores”, ressalta Short.

O secretário-geral fez referência ao exemplo da Califórnia, que legislou “em um sentido mais eficaz e menos custoso” ao estabelecer uma meta de carbono dos carburantes, o que cobre tanto os elaborados a partir do petróleo como o gás natural, hidrogênio, pilha de combustível e biocombustíveis.

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Um comentário sobre “Biocombustível do Brasil não prejudica meio-ambiente, diz OCDE

  1. texto muito bom, pois a relevancia do biocombustivel mundial,
    a nivel de brasil está precisando abrir os olhos
    para tais problemas economicos do pais
    problemas estes que os menbros do governo
    nao se preocupam
    como o imenso gasto.obrigada.

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