Cabo Anselmo agora quer reparação da Comissão de Anistia

Por Jorge Antonio de Barros do Blog Repórter de Crime

A decisão da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça favorável ao ex-guerrilheiro Carlos Lamarca e a seus parentes pode botar lenha na fogueira em caso juridicamente semelhante que hoje adormece nas prateleiras de Brasília.

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Cabo Anselmo: a guerrilha destruída por dentro

Assim como o ex-capitão Lamarca, que obteve aposentadoria do Exército brasileiro, o ex-marinheiro José Anselmo dos Santos, o Cabo Anselmo, reivindica o mesmo direito junto à Marinha. A diferença é que Lamarca sempre foi visto como herói da esquerda, enquanto Anselmo é considerado o maior traidor dos companheiros de luta armada.

Para a esquerda, Anselmo não sofreu nas mãos da ditadura, mas, ao contrário, se beneficiou dela.

Os argumentos do ex-marinheiro, porém, podem deixar a Comissão de Anistia em situação delicada. Anselmo, cuja história será tema da próxima edição do programa “Linha Direta Justiça”, da Rede Globo,  pleiteia uma identidade formal, pois desde que foi cassado nunca mais conseguiu documentos que provassem que ele é José Anselmo dos Santos.

O ex-marinheiro reinvidica ainda uma aposentadoria condizente com o posto que ocuparia hoje na Marinha, que seria o de subtenente aposentado. O argumento de Anselmo é que a indenização da Comissão de Anistia não deve beneficiar apenas os militantes de esquerda.

Ele alega que todos que foram de alguma forma prejudicados ou cassados em seus postos em razão do golpe militar deveriam ser beneficiados. Anselmo foi líder da revolta dos marinheiros que antecedeu o golpe militar de 64. Foi expulso da Marinha pelo crime de motim e revolta. Chegou a ser preso, mas fugiu e exilou-se no Uruguai e depois em Cuba, onde fez treinamento de guerrilha. Voltou ao Brasil para aliar-se às organizações guerrilheiras de esquerda mas acabou preso pelo temido delegado Fleury, do Dops. Neste momento, Anselmo muda de lado e aceita trabalhar para o regime. Infiltra-se nos grupos armados e passa a trair seus companheiros de luta, entregando-os às forças de repressão. 

O primeiro a escrever sobre o famigerado Cabo Anselmo foi Marco Aurélio Garcia, atual chefe da assessoria especial do presidente Lula, num governo que também já teve seus traidores do povo.

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Um comentário sobre “Cabo Anselmo agora quer reparação da Comissão de Anistia

  1. Senhores
    Os dois maiores crimes para as Forças Armadas são motim e deserção, ambos sujeitos a Corte Marcial. O marinheiro Anselmo liderou um motim, e o Ex-Capitão Lamarca desertou do Exército, se apoderou de armas do Arsenal do Exército e, ainda, na fuga, naquela noite, matou um soldado de 19 anos.
    Assim sendo esse “herói” das esquerdas não é herói coisa nenhuma. Ele foi um traidor dos seus companheiros de farda. Um fora da lei. E por isso foi morto num tiroteio, onde ele poderia matar ou morrer. O pior é que hoje pagamos com nossos impostos, uma pensão do Exército à viuva de um desertor e traidor, desse próprio Exército. Isso é uma incoerência.
    Quem participou da luta armada, foi guerrilheiro, sequestrou embaixadores, assaltou bancos, não é um anjinho ou um inocente perseguido pela ditadura, digo, ditamole.
    Perto de Cuba, Chile e Argentina nosso regime militar era uma ditamole. Prova é que muitos desses guerrilheros de ontem hoje são políticos ou ministros do PT, PMDB, PSDB, etc., como, por exemplo, a Ministra Dilma Vana Rousseff Linhares, a companeira Estella da Vanguarda Armada Revolucionária, a VAR-PALMARES, e José Dirceu. E estão vivos. A ditamole não os matou. O próprio Leonel Brizola que pelo microfone da Rádio Guaiba, de Porto Alegre, na noite de 31 de março esbravejava: “Sargentos, cabos e soldados de Porto Alegre, de Santa Maria, de Uruguaiana, de São Borja, ataquem os quartéis e prendam os generais, prendam os coronéis, prendam os gorilas!!”, até ele, se exilou, e, anistiado, voltou para o Brasil, se elejeu governador e morreu já idoso, como um democrata, mas que pregou a revolução armada de esquerda.
    Era muito fácil para o governo militar enviar um atirador de elite a Atlândida, no Uruguai, onde ele morava, e matá-lo. Não foi feito isso.
    Quem luta armado contra um governo democrático ou não deve saber o que está fazendo e saber que pode sofrer as consequências de seus atos.
    Essa é minha opinião.
    Opinião de quem era estudante universitário na época do AI-5, e, juntamente com meus colegas de faculdade, não sofremos repressão nenhuma e nem fomos presos. Nós estudávamos Engenharia. Nós não éramos pseudos estudantes a favor de uma ideologia de esquerda ou de direita.
    Esse é o meu ponto de vista.

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