Software livre é bom começo para empreendedores

Por Marcelo Tsuguio Okano para o WebInsider

Economize na aquisição de licenças, compartilhe o código fonte, esteja sempre atualizado e use os aplicativos até mesmo para fins comerciais, ganhando dinheiro pelos serviços prestados.

O setor de Tecnologia da Informação (TI) oferece várias opções para quem quer abrir o próprio negócio, seja como prestador de serviços ou empresário.

Em alguns casos, sobra competência técnica e espírito empreendedor para os candidatos, mas falta o capital ($$$) para dar início à empreitada, principalmente no caso dos mais jovens. Para começar um negócio em informática, por exemplo, é preciso adquirir instrumentos técnicos, peças de reposição e, logicamente, computadores.

O software livre pode ser uma boa opção para jovens empreendedores, pois, devido ao seu esquema de licenciamento de uso, pode ser distribuído sem custos. Um software é considerado livre quando atende aos quatro tipos de liberdade para os usuários, conforme definidos pela Free Software Foundation (FSF):

    1) A liberdade de executar o programa, para qualquer propósito;
    2) A liberdade de estudar como o programa funciona e adaptá-lo para as suas necessidades. Acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade;
    3) A liberdade de redistribuir cópias de modo que você possa ajudar ao próximo;
    4) A liberdade de aperfeiçoar o programa e liberar os seus aperfeiçoamentos, de modo que toda a comunidade se beneficie. O acesso ao código-fonte do programa é um pré-requisito para esse item. Para saber mais, acesse o site da FSF.

A liberdade de executar o programa significa que qualquer pessoa ― física ou jurídica ― pode utilizar o software em qualquer tipo de sistema computacional, para qualquer tipo de trabalho ou atividade, sem que seja necessário atender a quaisquer restrições impostas pelo fornecedor.

Para que seja possível estudar ou modificar o software (para uso particular ou para distribuição) é necessário ter acesso ao código-fonte. Por isso, a disponibilidade desses arquivos é pré-requisito para a liberdade do software.

Cada licença determina como será feito o fornecimento do código-fonte para distribuições típicas, como é o caso de distribuições em mídia portátil somente com os códigos binários já finalizados.

No caso da licença GPL (General Public License), o código-fonte deve ser disponibilizado em local de onde possa ser acessado, ou deve ser entregue ao usuário, se solicitado, sem custos adicionais (exceto transporte e mídia). Para outras informações, acesse a seção da GPL.

Essas liberdades que o software livre permite, associadas à licença GPL, tornam-se interessantes para os empreendedores porque não há custos. Em outras palavras, o prestador de serviços e o cliente não precisarão desembolsar dinheiro para licença ou compra do produto.

E mesmo assim, o prestador de serviços poderá cobrar pelos serviços prestados, tais como treinamento, suporte, instalação e customização de software livre, instalação de servidores e vários outros serviços.

Sobre o autor

Marcelo Tsuguio Okano é coordenador dos cursos superiores em Tecnologia de Banco de Dados e Tecnologia em Redes de Computadores da Faculdade Módulo e professor de pós-graduação do curso de Gestão de Redes da FIAP. Graduado em matemática com especialização em Engenharia de Software e Mestre em Administração, possui várias certificações técnicas, como LPI, Conectiva Instructor.

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