Português vence Festival Internacional de Cinema Ambiental

Patrícia Villalba, do Estado

Aline Arruda/Divulgação

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O personagem Ermínio Carvalhinho (esq) e o diretor Jorge Pelicano, do documentário Ainda Há Pastores?, que levou o prêmio Cora Coralina

CIDADE DE GOIÁS – A melancólica história da extinção dos pastores nos campos da Serra da Estrela, em Portugal, foi a vencedora do Prêmio Cora Coralina, a principal categoria Festival Internacional de Cinema Ambiental, cuja nona edição terminou no último sábado, 16, na Cidade de Goiás, Goiás.

Dirigido pelo estreante Jorge Pelicano, o documentário de longa-metragem Ainda há Pastores? usa belas imagens para acompanhar a rotina do pastor mais jovem – Ermínio Carvalhinho, de 27 anos – do povoado de Casais de Folgosinho, um lugar que quase não existe. Lá, os rebanhos que serviam à produção de um queijo artesanal especial minguam, e os pastores mais novos procuram dar outro rumo à vida, tornando a extinção da profissão inevitável.

“É um documentário sobre a morte de uma profissão”, explicou Pelicano, que foi à adorável Cidade de Goiás acompanhado do seu personagem, pela primeira vez fora das cercanias de Folgosinho.

Na categoria melhor longa-metragem, o Troféu Carmo Bernardes foi dividido entre a ficção belga/alemã Khadak, de Peter Brosens e Jéssica Woodworth, e Pirínop, Meu Primeiro Contato, de Mari Córrea e Kanaré Ikpeng. O primeiro conta a história de um jovem nômade na Mongólia e seu caminho para se tornar xamã, e também foi o vencedor do prêmio dado pela imprensa que trabalhou no festival. O segundo é um belo documento sobre as impressões dos índios Ikpeng, que tiveram seu primeiro contato com o homem branco em 1964, quando foram visitados pela missão de Orlando e Cláudio Villas-Boas.

O escolhido como melhor média-metragem foi o francês Losing Tomorrow, de Patrick Rouxel, e o melhor curta, o brasileiro Memória Sem Visão, de Marco Valle. O Prêmio Bernardo Élis para a melhor série ambiental para a TV ficou com Tarú Ande, de Marco Altberg.

Ao todo, o festival distribuiu R$ 240 mil em prêmios.

Neste ano, o festival recebeu 522 inscrições, e 31 produções foram selecionadas. Durante seis dias, a terra de Cora Coralina fervilhou em atividades ligadas à relação entre cinema e a questão ambiental.

Sempre com capacidade de público lotada, foram diversas oficinas ministradas por cineastas convidados, debates e mostras sortidas, que contemplaram as mais diversas abordagens e linguagens do mesmo grande tema, a vida no planeta.

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