Embaixador do Japão destaca TV digital e etanol

Adriana Resende para o Jornal da Câmara

Ao participar ontem do seminário para o lançamento oficial do Ano do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil, o embaixador do Japão, Ken Shimanouchi, ressaltou a importância da implantação da TV digital e da transferência de tecnologia brasileira para o país na produção do etanol.

“O etanol e a parceria digital são os caminhos mais promissores da cooperação entre o Brasil e o Japão neste início de século”, avaliou. O embaixador destacou ainda outros pontos da economia em que há integração entre os dois países, como a indústria da moda, e lembrou que a exportação do setor de moda brasileira para o Japão cresceu 400% entre 2001 e 2006.

No caminho inverso, lembrou que a cultura e a culinária japonesas são muito difundidas no Brasil. Para Shimanouchi, a importância da atuação do Brasil na política internacional é crescente.

O primeiro-secretário da Câmara, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), manifestou esperança de que o ano de 2008 represente a consolidação da integração econômica e cultural entre os dois países. “Esperamos poder redobrar nossas transações e nosso intercâmbio.”

Agricultura

Presidente do grupo parlamentar Brasil-Japão, o deputado Takayama (PAN-PR) destacou a importância da imigração japonesa para a agricultura no Brasil.

Ele lembrou que os japoneses foram para a Amazônia, onde contribuíram para a produção de borracha e para a plantação de pimenta no Pará. Takayama ressaltou, porém, que a principal contribuição foi para a produção cafeeira, nos estados de São Paulo e Paraná, e de soja, no Cerrado.

“O povo japonês fez do Cerrado, uma terra que era considerada improdutiva, um grande produtor de soja. Se a China é hoje um dos nossos maiores compradores, não podemos esquecer que a produção de soja do Cerrado começou com a mão-de-obra japonesa.” O deputado salientou ainda a importância do intercâmbio entre os dois países, já que o Brasil tem minérios e produtos agrícolas para oferecer ao Japão e pode contar com a tecnologia de ponta daquele país.

“O Japão pode transferir tecnologia de ponta para nossas universidades. A transformação dos Cefets [Centro Federal de Educação Tecnológica] em universidades tecnológicas será importante nessa parceria.”

O secretário-geral do grupo, deputado Paes Landim (PTB-PI), ressaltou o legado dos japoneses para a cultura brasileira. Segundo ele, o mais importante que os brasileiros aprenderam com os nipônicos foi a cultura da disciplina e a valorização do trabalho. Landim lembrou que em 1995 houve o centenário do primeiro tratado de amizade entre os dois países.

Emigração para o Japão

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Massami Uyeda destacou a migração brasileira para o Japão ao lembrar que hoje já vivem 300 mil brasileiros no país, que contribuem tanto para a economia japonesa quanto para a brasileira.

O ministro ainda enfatizou que os brasileiros no Japão enviam anualmente cerca de 2 bilhões de dólares (aproximadamente R$ 4,1 bilhões) para o Brasil. “Essa integração não poderia passar despercebida. Temos que celebrar nossa parceria.”

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