512/ Divulgação de arquivos secretos revela plano da CIA para matar Fidel Castro e outros abusos

Do Último Segundo

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A CIA (agência central de inteligência americana) divulgou hoje, entre outros segredos do período entre as décadas de 50 e 70, os detalhes de um plano para matar o presidente de Cuba, Fidel Castro.

A tentativa de assassinato está descrita nos documentos conhecidos como “jóias da família”, divulgados hoje pela CIA e que também revelam tentativas de seqüestro e a espionagem de jornalistas e dissidentes. Segundo as cerca de 700 páginas de documentos, em 1960, a agência de espionagem quis usar um membro da máfia de Las Vegas, chamado Johnny Roselli, para matar Fidel em “uma ação típica de gângsteres”.

Em agosto de 1960, o agente da CIA Richard Bisell entrou em contato com o coronel Sheffield Edwards, do Escritório de Segurança, para saber se ele tinha algum contato que pudesse ajudar “em uma missão delicada”, cujo objetivo era a morte de Castro. Por causa da natureza “extremamente delicada” do plano, “só um pequeno grupo foi informado” de sua existência.

Uma fonte do Escritório de Segurança, Robert Maheu, propôs o nome de Roselli, um suposto membro da máfia. Em um encontro no hotel Hilton Plaza de Nova York, Maheu, que se apresentou a Roselli como um contador, contou ao seu interlocutor que havia sido contratado por uma companhia que estava tendo muito prejuízo por causa das medidas de Fidel, e que seus superiores estavam dispostos a pagar US$ 150.000 pela morte do líder cubano. Os idealizadores do plano iam “deixar claro” a Roselli “que o Governo dos Estados Unidos não estava nem deveria ficar a par da operação”.

“Inicialmente, (Roselli) não quis se envolver, mas (…) concordou em apresentar um amigo, Sam Gold, que conhecia pessoas em Cuba. Roselli deixou claro que não queria dinheiro em troca de seu envolvimento e que achava que Sam faria o mesmo. Nenhum dos dois recebeu dinheiro da agência”, dizem os documentos. Por sua vez, Gold, também conhecido como Momo Salvatore Giancana, disse que matar Fidel com armas de fogo poderia ser um problema, razão pela qual sugeriu que o líder cubano fosse envenenado com alguma comida ou bebida. Aproximadamente cinco pílulas “de conteúdo altamente letal” foram entregues a Juan Orta, um cubano que recebia dinheiro da máfia do jogo e que tinha vínculos com Fidel.

Após várias semanas de tentativas, Orta “voltou atrás e pediu para ser substituído”. Ele ainda indicou outra pessoa, que também “fez várias tentativas sem sucesso”. O plano acabou suspenso devido ao fracasso da invasão da Baía dos Porcos, em abril de 1961.

Os documentos também revelaram que, entre agosto de 1965 e outubro de 1967, a CIA manteve detido em uma cela especial, equipada apenas com uma cama, um agente do extinto KGB (antigo serviço secreto russo), chamado Yuri Ivanovich Nosenko.

Além disso, os arquivos falam do monitoramento de supostos dissidentes e da espionagem, entre março e junho de 1963, contra dois jornalistas de Washington suspeitos de receber informações secretas de “uma série de fontes do Governo e do Congresso”.

A série de documentos, quase 700, foram escritos há 30 anos, quando o então diretor da CIA, James Schlesinger, pediu a seus agentes, em um memorando divulgado hoje, que detalhassem “qualquer atividade” que estivesse ocorrendo, ou que tivesse ocorrido, e que pudesse ser considerada “como fora da carta legislativa da agência”.

Segundo Tom Blanton, diretor dos Arquivos de Segurança Nacional – órgão subordinado à Universidade George Washington e especializado na pesquisa de documentos secretos tornados públicos -, a divulgação dos arquivos equivale “a um pedido de perdão dos altos funcionários da CIA por seus pecados”.

A liberação dos documentos havia sido anunciada na semana passada pelo atual diretor da agência, o general Michael Hayden. As chamadas “jóias da família” permitem um olhar sobre “tempos muito diferentes e uma agência muito distinta”, disse na ocasião do anúncio o diretor da CIA, segundo quem, quando Governo esconde informações, conjecturas costumam “preencher o vazio (deixado pela falta de dados concretos)”.

Até hoje, só um punhado de arquivos secretos da CIA tinha sido divulgado publicamente.

Veja aqui (em inglês) o dossiê Family Jewels

Veja aqui (em inglês) o dossiê The Caesar, Polo and Esau Papers

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2 comentários sobre “512/ Divulgação de arquivos secretos revela plano da CIA para matar Fidel Castro e outros abusos

  1. A pura verdade é que a antiga KGB e o comunsmo Sovietico foram taão verdadeiro que se perderão no caminho das imudissas do capitalismo,foram sufocado pelos traidores que se venmderão por pratas, qual Judas vendeu a cristo.
    o capitalismo não resolveu e nem resolverá os problemas do mundo, apos a queda do murao de berlim so complicou as coisas.

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