515/ Alkatiri acusa Xanana Gusmão de "violar" a legalidade

Do Notícias Lusófonas

Mari Alkatiri acusou Xanana Gusmão de “ilegalidade” ao usar a sigla CNRT (Congresso Nacional da Reconstrução de Timor-Leste), uma violação da lei eleitoral, na opinião do ex-primeiro-ministro. O secretário-geral da Fretilin diz que Timor-Leste não está melhor um ano após a sua demissão do governo.

“O atual CNRT utiliza símbolos da Fretilin na campanha em curso, nomeadamente nos materiais de propaganda, violando a lei eleitoral e utiliza uma linguagem difamatória com o objectivo de atingir a liderança da Fretilin, contrariando o Código de Conduta assinado por todos os partidos”, afirmou Alkatiri.

Numa conferência de imprensa destinada a marcar o primeiro aniversário da sua demissão de primeiro-ministro de Timor-Leste, Alkatiri lembrou que o partido de Xanana, o Conselho Nacional de Reconstrução de Timor-Leste, tem uma sigla igual ao Conselho Nacional de Resistência Timorense, que lutou pela independência do país.

Para o também secretário-geral da Fretilin, a utilização da sigla CNRT por parte do partido do antigo presidente timorense é desonesta, pois recuperou uma abreviatura que “é de todo o povo”.

Mari Alkatiri criticou ainda utilização por parte do CNRT da “Fretilin-Mudança”, um grupo de dissidentes do partido de Alkatiri, algo proibido por lei, no entendimento de Alkatiri.

“Essa atitude leva a uma eventual impugnação. Não digo que a Fretilin vá impugnar. Tudo está feito na base da ilegalidade, o que pode acabar numa impugnação”, explicou.

Alkatiri afirmou mesmo que o CNRT, de Xanana, “atua à margem da lei, pondo em causa o processo de realização das eleições livres, justas e democráticas”.

“O comportamento do CNRT e do seu líder não está contribuindo para a resolução da crise política, mas a piorá-la. O CNRT dá continuidade à política de Xanana Gusmão, unir para comandar ou dividir para reinar”.

Aos jornalistas, Alkatiri justificou ainda a sua demissão do governo timorense ocorrida a 26 de Junho de 2006, uma saída que aconteceu “para evitar um banho de sangue, para contribuir para a resolução da crise e dar oportunidade a outras pessoas para pôr fim”.

“Ao contrário das expectativas, a minha renúncia não serviu para evitar mais sangue e destruições, nem para impor lei e ordem. As casas continuam a ser incendiadas e as pessoas continuam sujeitas à violência e intimidação”, acrescentou.

Alkatiri explicou ainda que 12 meses depois da sua demissão “os peticionários continuam a ser um problema, o Alfredo [Reinado] continua a ser um problema e o número de deslocados aumenta”.

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