585/ Em ‘mesa lusófona’, José Sócrates fala português em Bruxelas

Ag.Lusa

O primeiro-ministro português, José Sócrates, líder do Conselho Europeu até o final do ano, aproveitou a presença de seu compatriota Durão Barroso, presidente da Comissão Européia (braço executivo da UE), e do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva para discursar em língua portuguesa, durante evento sobre biocombustíveis em Bruxelas.

“Aqueles que não acreditam que o português é falado por 250 milhões de pessoas em todo o mundo, é bom que comecem a pensar nisso a sério e assim vou falar em português, pedindo que utilizem a interpretação”, afirmou Sócrates, no início da sua intervenção na conferência internacional sobre biocombustíveis, organizado pela Comissão Européia.

Sócrates interveio na conferência juntamente com Durão Barroso e Lula, e só o presidente do Executivo da UE dispensou por breves minutos o português, para falar em inglês, em homenagem ao “multilinguismo na União Européia”.

Portugal

Ressaltando que os biocombustíveis “são a melhor via a médio prazo para que o setor dos transportes seja mais amigo do ambiente”, José Sócrates pediu para se “despir, por momentos” de sua função de presidente de turno da UE, para dar “testemunho da situação em Portugal”.

O primeiro-ministro apontou então as metas do governo luso nas energias renováveis: aumentar de 39% para 45% a cota de eletricidade consumida de origem renovável até 2010 e elevar de 5,75% para 10%, em 2010, os biocombustíveis utilizados nos transportes.

Além disso, as metas de Lisboa passam por substituir 5% a 10% do carvão utilizado nas centrais elétricas por biomassa ou resíduos e implementar até 2015 medidas de eficiência energética equivalentes a 10% do consumo energético.

Recordando também os compromissos assumidos pelos líderes europeus em março sobre o futuro do setor energético na UE, no quadro do combate às alterações climáticas, Sócrates destacou a “ambição” portuguesa de antecipar para 2010 a meta dos 10% de biocombustíveis, quando em toda a UE a meta se refere a 2020.

O premiê sustentou que “esta ambição contribui para três objetivos simultâneos”: cumprir os compromissos internacionais, participar no esforço relativo às alterações climáticas e dinamizar a economia, “cabendo aos agentes privados explorar as oportunidades que este novo mercado oferece”.

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