597/ Boeing apresenta o seu ‘avião verde’

Do G1

Boeing

O 787 Dreamliner, visto como o avião de passageiros “verde” é uma aeronave de médio porte, com capacidade de transportar até 330 passageiros. Foto: AFP

A construtora Boeing apresentou neste domingo (8), em sua sede em Everett, seu novo 787 “Dreamliner”, o avião inovador, econômico e amigo do meio-ambiente, com o qual a empresa espera revolucionar o tráfego aéreo. O primeiro exemplar de duas turbinas para 300 jornalistas norte-americanos e estrangeiros que foram convidados para cobrirem o evento.

As vantagens do avião já convenceram 46 clientes a comprarem mais de 640 exemplares, pedidos antes mesmo de sua estréia mundial. A aeronave será utilizada para médias e longas distâncias e terá capacidade para entre 210 e 330 passageiros. A Boeing fixou como meta colocar no mercado cerca de 2 mil exemplares até o ano de 2023. A companhia japonesa ANA, que fez um pedido em 2004, prevê que seu “Dreamliner” entre em serviço em 2008.

Um de seus pontos revolucionários é que ele reduz em 50% a necessidade de alumínio, material até agora onipresente na fabricação de aviões. Desta forma, a metade de sua construção foi substituída por materiais como fibra de carbono. Duas vezes mais sólidos e leves que o alumínio e com maior resistência ao fogo, estes novos materiais para a indústria são as resinas de fibra de carbono, que pela primeira vez são utilizadas para fabricar a fuselagem de um avião.

“Não conhecemos inconveniente” dos materiais compostos, afirmou Jeff Hawk, encarregado dos temas ambientais. Segundo a Boeing, os componentes são mais resistentes e duráveis, além de permitirem uma redução de peso que repercute no consumo do combustível. Num momento em que o preço do petróleo disparou, argumentos como estes marcarão a diferença no setor, que nos últimos anos registraram lucros pequenos, afirmou o especialista Richard Aboulafia.

“Não podemos ter certeza do rendimento” que promete a Boeing, “mas caso se concretize, será revolucionário, em termos de poupança (em consumo de combustível) e longevidade” do avião, destacou Aboulafia.

Entre as outras inovações do 787 estão um sistema de comando – que já não será hidráulico, e sim elétrico -, mais comodidade na cabine, janelas maiores e uma pressurização mais confortável do que as atuais. Outra das economias que o novo modelo promete diz respeito à conservação da aeronave porque “os componentes não se degradam, não haverá problemas de manutenção” como os que se tem atualmente com o alumínio, garantiu Tom Cogan, o principal chefe engenheiro do projeto 787.

O 787, que começará sua corrida comercial meses depois do A380, o avião gigante da Airbus, prepara uma estratégia oposta a de seu concorrente para reduzir custos. O A380, que em algumas versões suporta mais de 800 passageiros, busca interligar aeroportos grandes. Já os Boeings têm capacidade de 210 a 330 passageiros e serão destinados a ligar cidades medianas.

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