599/ Neva em Buenos Aires e a crise energética se agrava

Do ÚltimoSegundo

EFE

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Instituto projeta temperaturas abaixo de zero grau para toda a semana

Buenos Aires – A onda de frio polar que na segunda-feira fez com que nevasse em Buenos Aires, após 89 anos, continua gerando transtornos em várias cidades da Argentina, e deixou nesta terça-feira, pelo menos, oito mortos, centenas de desabrigados, estradas bloqueadas pela neve e atrasos nos aeroportos. As companhias de petróleo chegaram a baixar o preço dos combustíveis para ajudar na diminuição do déficit energético.

Pelo menos dez vôos que deviam partir esta manhã dos aeroportos de Aeroparque e Ezeiza para diferentes províncias sofreram atrasos devido à presença de gelo nos aviões, o que é pouco comum na cidade.

Na província de Córdoba (centro), onde também nevou nas últimas horas, um homem de 55 anos que vivia em uma casa precária foi encontrado morto, aparentemente por hipotermia, segundo fontes policiais. Um bebê de 3 dias morreu de hipotermia em um assentamento precário na periferia da capital e um indigente de 62 anos foi achado sem vida no banheiro de um posto de gasolina onde tentou se refugiar do frio que alcançou os 3,8 graus Celsius abaixo de zero.

Uma mulher e seus dois filhos morreram intoxicados por monóxido de carbono em San Luis (oeste). Na província patagônica de Chubut (sul) um vereador do partido governista morreu congelado durante uma excursão de caça a que tinha ido com um amigo na zona andina, em meio de temperaturas que rondavam os 20 graus Celsius abaixo de zero.

Na segunda-feira foram encontrados os corpos de dois moradores de rua em Buenos Aires e na cidade de Rosário, enquanto a ONG Rede Solidária informou que o número de mortos por hiportemia este ano chega a 19.

O presidente de Rede Solidária, Juan Carr, advertiu hoje que os quase 9 mil moradores de rua que vivem em Buenos Aires e nos arredores da capital estão correndo riscos.

O Serviço Meteorológico Nacional prevê temperaturas abaixo de zero para toda a semana em Buenos Aires, mas não deve nevar novamente.

Os moradores da capital argentina e de localidades próximas, onde não nevava desde 1918, saíram às ruas no domingo para verem edifícios, automóveis e praças serem cobertos de branco.

O governo advertiu os moradores de que devem “ser cuidadosos com o consumo de energia”, já que a onda de frio pode intensificar a crise de falta de gás e eletricidade no país.

Desde o fim de maio a Argentina sofre problemas energéticos que levaram ao racionamento do fornecimento de gás às indústrias e aos postos de gasolina. As empresas também estão economizando eletricidade.

As petroleiras Repsol-YPF da Espanha e a brasileira Petrobras resolveram nesta terça-feira abaixar os preços de algumas de seus combustíveis, como ajudar na solução do déficit energético agravado pela onda de frio.

A medida estará em vigor por 72 horas e só abrangerá os táxis, carros de aluguel e veículos utilitários com motores duplos.

Estudantes de escola pública protestaram nas ruas da capital argentina pela falta de calefação nos estabelecimentos.

O ministro da Educação, Daniel Filmus, admitiu que “há escolas com problemas”. Vários centros educativos suspenderam as aulas.

O Serviço Meteorológico Nacional afirmou que a onda de frio continuará pelo resto da semana. Temperaturas mais baixas são esperadas para esta quarta-feira no centro e no norte do país.

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