610/ Cabo Verde: Arquipélago pode servir de estímulo para outros países

De Angola Press

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A ONU advoga que Cabo Verde seja um exemplo e “um estímulo” para os países que, como o arquipélago, vão passar a país de rendimento médio, afirmou a embaixadora cabo-verdiana nas Nações Unidas, Fátima Veiga, citada hoje (quinta-feira) pela “Panapress”.

Segundo a fonte, neste mês de julho, a ONU deve decidir-se pela graduação (passagem a país de rendimento médio) de Tuvalu (Polinésia), Samoa (Polinésia) e Maldivas (sul da Ásia), três países que estão relutando em aceitar a “promoção”.

“Eles receiam sair da lista (de países menos avançados) porque assim deixam de se beneficiar dos incentivos que recebem agora”, afirmou Fátima Veiga, acrescentando que os esforços de Cabo Verde, que passa a país de rendimento médio em janeiro próximo, poderão servir de estímulo para os próximos países a serem graduados.

Fátima Veiga falava, na Cidade da Praia, a propósito da recente reunião do ECOSOC – Conselho Econômico e Social das Nações Unidas -, que se realizou em Genebra e onde participou no Segmento de Alto Nível, ao lado do ministro dos Negócios Estrangeiros, Victor Borges.

As reuniões do ECOSOC continuam e é no encontro do Segmento Geral que se decide sobre a graduação, ou não, de Tuvalu, de Samoa e das Maldivas.

Cabo Verde apresenta em setembro/outubro, ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, um relatório sobre o que o país fez nos últimos dois anos de transição para país de rendimento médio.

Na reunião de Genebra, o país apresentou voluntariamente um relatório sobre o que está sendo feito, tendo sido “considerado um caso de sucesso, que deve ser divulgado, para que outros países possam também aprender” com Cabo Verde, referiu a diplomata cabo-verdiana.

No relatório, Cabo Verde salientou que espera incentivo da comunidade internacional para vencer ainda vulnerabilidades econômicas, ambientais e de segurança.

“Ficou claro o apoio firme a Cabo Verde”, afirmou Fátima Veiga, frisando que é também necessário que os cabo-verdianos se conscientizem de que é possível “sair do marasmo da pobreza”.

Ainda, na mesma linha, embora concorde com o perdão das dívidas aos países mais pobres, aqueles que com esforço assumem os compromissos, como Cabo Verde, também devem ser reconhecidos e apoiados.

Na reunião de Genebra, o Governo de Cabo Verde salientou que o país, ainda que em janeiro passe para o grupo de rendimento médio, continua a ser “um dos países mais vulneráveis do Mundo no plano econômico, devido à grande dependência da ajuda publica ao desenvolvimento e das remessas dos emigrantes”.

“À vulnerabilidade econômica juntam-se as sociais e de segurança”, afirmou Victor Borges, acrescentando que os esforços do país devem ser fortemente apoiados pela comunidade internacional.

“O reforço da cooperação bilateral e multilateral, centrando-se nas sinergias entre os investidores públicos e privados, um maior e mais fácil acesso aos mercados e investimentos, a capacitação institucional para o desenvolvimento e a promoção de uma participação orientada da diáspora para uma estratégia de transformação do país, serão os eixos prioritários da nova parceria desejada pelas autoridades cabo-verdianas”, indicou Victor Borges.

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