627/ Era para ter acontecido antes, diz piloto da TAM

Da EPTV.com

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Um piloto da TAM ouvido pelo G1 afirmou que o acidente com o Airbus 320 da empresa, que derrapou na pista do Aeroporto de Congonhas na noite de terça-feira (17) e bateu em um prédio, era uma tragédia iminente.

“Já anunciamos esse acidente antes, só que com uma gravidade menor”, disse, referindo-se a incidentes anteriores com aviões que derraparam ao pousar na pista do Aeroporto de Congonhas. Foram ao menos quatro derrapagens desde o ano passado.

O avião da TAM transportava 186 pessoas de Porto Alegre para São Paulo. A aeronave derrapou na pista, atravessou uma avenida e bateu em um prédio de carga e descarga da companhia aérea, causando explosão e incêndio.

O piloto, que não quis se identificar, aponta a falta do grooving, sulcos feitos na pista para escoar a água, como um dos fatores que pode ter contribuído para o desastre. “Só não aconteceu antes por sorte”, disse.
“Não tem investimento na área. Precisou acontecer todos aqueles acidentes para se reformar a pista. Agora, se não estava pronta, por que liberaram?”, questionou. No entanto, ele disse que, apesar da falta do grooving, o comprimento da pista dá condições de performance para as aeronaves.

“É uma sensação de perda muito grande, mas não tem como medir. Quando você perde um parente, você sabe porque foi, como foi. Agora, quando você perde um colega de trabalho que faz a mesma coisa que você, é difícil”, afirmou.

Derrapagens

Ao menos duas derrapagens já ocorreram em Congonhas neste ano. Na última segunda (16), um avião ATR 43 da companhia aérea Pantanal derrapou e parou no gramado que divide as pistas auxiliar e principal. O aeroporto ficou cerca de 20 minutos sem operar.

No dia 17 de janeiro, um avião da Varig, que fazia a ponte-aérea Rio-São Paulo, derrapou na pista principal do aeroporto de Congonhas, paralisando o maior aeroporto do país por 50 minutos. A companhia aérea informou na época que uma lâmina d’água na pista do aeroporto obrigou o piloto a “fazer uma freada mais brusca”.

Em 6 de outubro de 2006, um Boeing 737-300 da Gol derrapou na pista do Aeroporto de Congonhas, quando chegava de Cuiabá (MT). A aeronave – que só parou ao atingir o final da pista, em trecho de grama – ficou atravessada, impedindo pousos e decolagens por cerca de uma hora.

Em março do ano passado, um avião da BRA com 115 passageiros não conseguiu parar completamente na pista, e foi parar no canteiro final de Congonhas, às margens da Avenida dos Bandeirantes. Nenhum dos três incidentes deixou feridos.

Pista

A pista principal do Aeroporto de Congonhas reabriu ao meio-dia do dia 29 de junho, depois de 45 dias de reformas. A pista foi liberada sem a conclusão do grooving, que são ranhuras na pista que evitam derrapagens e ajudam na drenagem de água.

De acordo com a Infraero, as ranhuras começam a ser feitas na pista principal no dia 29 de julho, após a cura, ou assentamento, do pavimento. O grooving será feito durante a madrugada para não prejudicar as operações do aeroporto. Na pista auxiliar, o grooving está em fase de conclusão.

Na primeira fase de obras em Congonhas, que começou em 14 de maio, foi efetuada a recuperação geométrica de extensão da pista de pouso e decolagem, com a correção das declividades, além da substituição de camadas desgastadas de asfalto.

Desde dezembro do ano passado, quando chovia forte na cidade, medições eram feitas na pista. Se a lâmina de água no asfalto chegasse a 3 milímetros, ela precisava ser fechada por segurança.

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