Do Diário do Nordeste
A polícia espanhola deteve um ex-agente do Centro Nacional de Inteligência (CNI) acusado de vender segredos de Estado a outro país, que segundo versões divulgadas pela imprensa seria a Rússia. O secretário de Estado e diretor do CNI, Alberto Saiz, identificou o acusado como Roberto Florez García, detido ontem na ilha canária de Tenerife. Ele teria vendido informações confidenciais entre 2001 e 2004.
O diretor do CNI não mencionou o país comprador, mas a emissora de rádio Ser e a agência de notícias Europa Press disseram que os dados foram vendidos à Rússia. Em Madri, um porta-voz da embaixada russa afirmou desconhecer que o país esteja implicado no escândalo do ex-agente espanhol que vendeu segredos de Estado.
O diretor do CNI disse que o ex-agente facilitou para uma potência estrangeira a revelação de identidades, procedimentos, estruturas internas e trabalhos de contra-espionagem, mas garantiu que a segurança da Espanha não foi ameaçada. “A segurança nacional não foi colocada em risco”, disse.
Tensões
Se for confirmada a informação, a Rússia enfrentará tensões com mais um país europeu. O Kremlin já tem dificuldades diplomáticas com a Grã-Bretanha por ter se recusado a extraditar o ex-agente da KGB Andre Lugovoi, acusado de envolvimento na morte por envenenamento do também ex-agente russo Alexander Litivnenko, em Londres, em novembro do ano passado.