703/ Casos de leishmaniose crescem em Aracaju

Do Infonet

calazar

A leishmaniose, mais conhecida como calazar, é uma doença infecciosa muito comum em cidades do interior. Contudo, o número de pessoas infectadas na capital do Sergipe tem crescido e já ultrapassou o índice considerado normal.

Segundo Wilson de Oliveira, supervisor do Programa de Controle da Leishmaniose Visceral, do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Aracaju, o índice aceitável é de um caso a cada 100 mil habitantes. Na capital, só em 2007, já foram registrados sete casos, um número considerado alto.

O calazar é transmitido por um protozoário que fica hospedado em cães e é passado para os seres humanos por um mosquito. A doença era mais comum na Zona de Expansão da capital, mas já começa a aparecer em bairros como Novo Paraíso (dois casos em 2007) e América (1 caso).

“O parasita existe em locais de mata e o bairro América, por exemplo, era um local de Mata Atlântica”, explica Oliveira. O protozoário, que só infectava animais silvestres, passou a também sobreviver em animais domésticos, como os cães. Já o mosquito que transmite para o homem se reproduz em material orgânico em decomposição. “Muita gente que mora nesses bairros ainda cultiva hábitos trazidos do interior, têm um quintal grande e criam animais, mas não cuidam do ambiente”, complementa.

A médica infectologista Isa Lobo esclarece que a doença é endêmica no Brasil e corrobora que é mais comum na zona rural. Ela conta que atende muitos casos da doença nos Hospitais Cirurgia, João Alves Filho e Universitário, a maioria vinda de cidades do interior de Sergipe e de outros Estados.

Doença

Os sintomas da leishmaniose começam a se manifestar entre uma e quatro semanas após a contaminação. Na verdade, existem duas formas da doença a tegumentar, que atinge a pele e mucosas, e a visceral, que ataca as vísceras, principalmente o fígado e o baço.

A forma visceral é a mais grave, provoca uma baixa no sistema imunológico, inchaço no baço e no fígado e sangramentos. Os sintomas mais comuns são a febre e anemia. “A febre é insistente, pode durar de um, dois meses, até mesmo um ano”, descreve Isa Lobo.

Ela explica que o calazar normalmente leva a óbito quando associado a outra infecção, como pneumonia. Mas pode causar a morte por sangramento, caso o sistema imunológico seja muito atingido. “O calazar atinge principalmente as crianças, que são mais susceptíveis”, diz.

A leishmaniose tegumentar se apresenta com uma ou mais feridas de coloração vermelho forte e difícil cicatrização. Normalmente, aparecem nos braços, pernas, rosto, pescoço ou na mucosa da boca e nariz.

Prevenção

calazar2

A prevenção do calazar deve ser feita simplesmente com medidas de higiene, como limpeza dos quintais. Deve-se evitar a acumulação de lixo e material em decomposição para reduzir o número de mosquitos. É importante também vacinar sempre os cães domésticos.

O CCZ tem feito coleta de sangue dos animais nas zonas mais atingidas da cidade. Só este ano foram 3.780 amostras colhidas, das quais 262 estavam contaminadas, a maioria deles nos bairros América, Novo Paraíso e Mosqueiro. “O maior problema é quando identificamos um animal contaminado, normalmente a família não quer entregar ao CCZ. Mas conseguimos coletar 85% desses animais”, afirma Wilson de Oliveira. A doença no animal não tem cura e ele precisa ser sacrificado.

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6 comentários sobre “703/ Casos de leishmaniose crescem em Aracaju

  1. O meu pai comtraiu calazar na decada de 40 no seculo passado, na altura a doença era desconhecida em PORTUGAL, assim procederam á secagem do baço, recuperou e viveu sem problemas até 2001, quando teve um AVC(acident. vascular cerebral). Atualmente em humanos a cura é simples, no entanto procure um medico, assim poderá esclarecer todas as duvidas

  2. dourival jesus silva | 27/08/2010 às 21:09 | Responder bom dia amigos estou mandondo esse email para falar dessa doença ,que é muito séria .e para falar que eu já tive essa doença.eu tinha uns oito anos(8) emorava na zona rural na bahia foi uma época muito triste para mim .eu andava 30 km .para tomar vascina na cidade.isso foi durante trinta dias era duro .mas graças a Deus, eu fiquei bom e a duas emfermeiras que cuidor de mim. e meu irmão que mim levava para tomar vascina.(Marival)graças a internete eu conheço essa doença ,eu não conhecia …..muito obrigado …….

  3. bom dia amigos estou mandondo esse email para falar dessa doença ,que é muito séria .e para falar que eu já tive essa doença.eu tinha uns oito anos(8) emorava na zona rural na bahia foi uma época muito triste para mim .eu andava 30 km .para tomar vascina na cidade.isso foi durante trinta dias era duro .mas graças a Deus, eu fiquei bom e a duas emfermeiras que cuidor de mim. e meu irmão que mim levava para tomar vascina.(Marival)graças a internete eu conheço essa doença ,eu não conhecia …..muito obrigado …….

  4. RSS Me deixe informada por novos dados estou muito interessada no assunto e estou estudando a possibilidade de fazer o meu TCC sobre leishmaniose visceral humana

  5. Me deixe informada por novos dados estou muito interessada no assunto e estou estudando a possibilidade de fazer o meu TCC sobre leishmaniose visceral humana

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