714/ Ações da Vivo caem após anúncio de compra da Telemig

Do Último Segundo

As ações preferenciais da Vivo caíram 5,7% ontem com a preocupação de investidores sobre a possibilidade de a operadora de celulares pagar alto demais para levar a Telemig, que está na reta final do processo de venda. Segundo fontes que acompanham o processo, a negociação está praticamente fechada e pode ser anunciada já nos próximos dias.

Estima-se que o valor da empresa mineira esteja girando em torno dos R$ 3 bilhões.

O negócio estava sendo disputado nos últimos meses por pelo menos três empresas: a Vivo, que é controlada pela Telefonica e pela Portugal Telecom (PT), a Claro, empresa da mexicana América Móvil, e o Grupo Oi.

Já as ações da Telemig subiram 1,12% ontem. Durante o dia de ontem, a edição eletrônica da revista Veja noticiou que a venda da Telemig para a Vivo estava fechada.

O analista-chefe de telecomunicações do banco Banif, Roger Oey, explica que caso a Vivo concretize a aquisição da Telemig é possível que o capital da empresa mineira seja fechado. Neste sentido, a Vivo terá interesse em atrair os acionistas da Telemig para este processo e comprar suas ações.

Isso pode ter contribuído para a alta dos papéis da operadora de telefonia celular baseada em Minas Gerais.

Claro

O mercado mineiro, onde a Vivo não atua, é crucial para a operadora completar sua rede, disparar na liderança do setor de telefonia e, de quebra, dificultar o avanço da Claro.

A concorrente, terceira colocada no mercado brasileiro, é controlada pela mexicana América Móvil. Na visão de especialistas, a Claro tem forte interesse na Telemig e na Amazônia Celular. A disputa, na prática, representa mais um lance na briga entre os espanhóis da Telefónica, sócia da Portugal Telecom na Vivo, com os mexicanos.

Os dois grupos vêm guerreando e disputando palmo a palmo o mercado latino-americano. Caso a Claro perca a disputa pela Telemig espera-se que a operadora fique ainda mais agressiva comercialmente.

O analista do Banif avalia que, neste cenário, a briga comercial iria se acirrar ainda mais, reduzindo as margens das empresas do setor, o que, no médio prazo, levaria a um movimento de novas consolidações.

Ontem, a agência de classificação de risco Moody’s Investor Services divulgou um relatório afirmando que o movimento de fusões e aquisições aumentará na região. A agência avalia que a competição entre as operadoras de telefonia móvel deverá avançar nos próximo meses.

Segundo o relatório, as operadoras brasileiras de telefonia móvel estão entre as que tem menor margem Ebitda (geração de caixa) não só na América Latina, mas em todo o mundo. A taxa gira em torno dos 24%, contra uma média de 51% no México e de quase 40% no Chile.

“As baixas margens Ebitda são muito por conta do alto nível de subsídios oferecidos por todas as operadoras móveis, em razão do forte ambiente competitivo”, analisa a Moodys.

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