723/ Quando pequenas empresas são grandes negócios?

Por Paulo Veras* para a PEGN

No Brasil são abertos em torno de 300.000 novos negócios todos os anos. Praticamente todos começam pequenos e a maioria permanecerá assim para sempre. Quem monta algo deve se perguntar, antes de qualquer coisa: o que eu quero conseguir através desta empresa? A pergunta pode ser simples, mas a resposta em geral leva a diversas reflexões importantes.

A grande maioria dos brasileiros busca através da própria empresa um meio de subsistência. É uma forma de gerar renda para si e muitas vezes para outros familiares e amigos que contribuem com a empreitada. Metade das empresas criadas em solo nacional é resultado da necessidade de sobreviver.

Por outro lado, a outra metade está olhando o mesmo ato de empreender de uma perspectiva totalmente diferente: quer explorar uma oportunidade no mercado. Percebeu que existe uma chance de lançar um produto ou oferecer um serviço que está sendo procurado. Se conseguir aproveitar estas oportunidades, terá um grande negócio nas mãos.

Mas a principal diferença entre estas duas motivações para abrir um negócio é a atitude do empreendedor. Quem o faz por necessidade está condenado a jogar na defesa; enquanto os que vislumbraram uma oportunidade vão partir para o ataque.

Cabe ao empreendedor buscar sempre o crescimento do seu negócio, independentemente de sua natureza. Todo negócio pode crescer. As pessoas que estão à frente dos empreendimentos são as responsáveis por enfrentar esse desafio e buscar constantemente caminhos para desenvolver o negócio e melhorar os resultados.

Empresas saudáveis e em crescimento geram muito mais retorno financeiro para seus fundadores. Mas vão além disso. Geram emprego, distribuem renda, qualificam profissionalmente e treinam outras pessoas, recolhem mais impostos. Geram benefícios para toda a sociedade. Com tudo isto, criam nos fundadores um profundo sentimento de satisfação e realização profissional.

Como você está lendo matéria, já está no caminho certo. É fundamental aos empreendedores que busquem se reciclar, ampliar seus conhecimentos sobre a gestão do seu negócio, entender o que está acontecendo no seu mercado e no seu país. Existem diversas formas para buscar este aperfeiçoamento. A Endeavor (www.endeavor.org.br), por exemplo, oferece de graça mais de 260 vídeos e mais de 10.000 artigos para empreendedores, com informações e dicas para todos os tipos de negócio. O Sebrae (www.sebrae.com.br) apresenta excelentes cursos, como o Empretec.

Cada vez mais escolas de negócios estão oferecendo cursos ligados a empreendedorismo, ensinando desde a construção de um plano de negócios até cursos mais abrangentes, cobrindo finanças, marketing e recursos humanos. Além de revistas e cursos, há também diversos livros que tornam os empreendedores mais bem preparados.

Mas não se pode parar por aí! Depois de absorver novos conhecimentos, é fundamental aplicá-los. Caso contrário, o esforço do aprendizado terá sido um desperdício. É difícil ter a disciplina para implementar mudanças e sair da zona de conforto. Mas é o único modo de transformar uma pequena empresa num grande negócio.

Publicamos, na Endeavor, um livro contando histórias e compartilhando lições de 51 dos empreendedores mais bem-sucedidos do nosso país. Nele, uma frase resume bem o teor deste artigo. É de Guilherme Leal, um dos responsáveis pelo imenso sucesso da Natura: “Existe só uma coisa restritiva ao crescimento: a falta de desejo de crescer”.

* Paulo Veras é diretor-geral do Instituto Empreender Endeavor

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