728/ Musical sobre Bin Laden causa polêmica antes mesmo da estréia

Da FrancePress

“Eu quero ser como o Osama. Quero com uma bomba abrir caminho para a fama”, canta um terrorista no espetáculo “Jihad: o musical”, que está causando polêmica antes mesmo de sua estréia no Festival de Edimburgo, Escócia.

“Sei que as pessoas podem me ter horror, mas, oh, Deus, não vão me ignorar quando a CIA determinar meu valor”, continua o protagonista, que agora aparece rodeado por um grupo de mulheres vestidas com burcas rosa e armadas com metralhadoras, segundo imagens do espetáculo que já circulam na internet.

Para se converter numa celebridade islâmica, o terrorista que sonha ser Osama Bin Laden tenta, com sua cantoria, persuadir um pobre camponês afegão, chamado Sayid Al Boom, a se unir à Jihad, a guerra santa contra o Ocidente.

A sátira musical sobre o terrorismo internacional foi montada pela companhia Silk Circle Productions especialmente para o Fringe Festival de Edimburgo (alternativo), insistindo que sua intenção “não é ofender, e sim fazer rir”.

Mas mesmo antes de entrar em cena, a peça causou celeuma e motivou um pedido oficial ao primeiro-ministro britânico Gordon Brown para que expresse sua condenação de um “retrato de mau gosto do terrorismo e suas vítimas”. Os críticos ficam indignados, em particular com o fato de que o musical sobre Bin Laden aconteça na Escócia, onde há um mês um grupo tentou em vão realizar um ataque ao aeroporto de Glasgow.

O abaixo-assinado contra a peça, que pode ser encontrado no site do governo britânico, só recolheu, no entanto, algumas assinaturas, o que parece dar razão ao produtor do espetáculo, James Lawler, que afirma que sua obra é particularmente apropriada para o fleumático humor britânico.

“A obra visa a tratar com bom humor um tema da atualidade, que as pessoas conhecem”, explica ele. Além do terrorista e de Sayid Al Boom, outro personagem do musical é uma misteriosa mulher, coberta por um véu, que trabalha numa companhia afegã que exporta papoula para o Ocidente. Sayid, que vem do deserto, sonha em provar seu valor para sua família e o mundo. Mas descobre que na tal companhia não existe trabalho ou papoulas, e que, na realidade, se trata de um grupo terrorista que quer realizar atentados em lugares simbólicos no Ocidente.

Outro personagem é a sinistra jornalista Foxy Redstate (qualquer semelhança com o nome do canal americano de tv talvez não seja mera coincidência).

Foxy busca desesperadamente um furo de notícia e para isso tenta persuadir o camponês que se infiltre na célula terrorista para obter uma exclusiva que a lance ao estrelato do jornalismo.

A companhia produtora do espetáculo afirma que o musical tenta apenas “tirar sarro de quem busca meter medo nas pessoas”. “Trata-se apenas de uma comédia musical”, conclui Lawler.

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