731/ O leite que dá a vida

NAIANA RODRIGUES do Diário do Nordeste

amamentacao

Mais de um milhão de crianças podem ser salvas no mundo se amamentadas na primeira hora após o nascimento.

Os dados são da Aliança Mundial para Ação em Aleitamento Materno (Waba), que foi responsável pela definição do tema “Amamentação na primeira hora, proteção sem demora”, da Semana Mundial de Aleitamento Materno.

Para as mães cearenses aderir ao lema da Semana não será difícil, pois estimativas do Programa de Saúde da Família (PSF) mostram que 70% das mães que amamentam no Estado dão de mamar até os quatro primeiros meses de vida do bebê, estatística que orgulha os profissionais da área de saúde.

A amamentação nas primeiras horas após o nascimento tem inúmeros benefícios para a mãe o bebê. Segundo coordenadora do banco de leite do HGCC, Rejane Santana, para a mãe a amamentação evita hemorragias pós-parto e diminui os riscos de câncer de mama e de ovário. Já para os bebês, o leite materno evita doenças dos aparelhos respiratório e digestivo e aumenta a imunidade.

Todos esses benefícios podem ser produzidos com um ato simples: recostar o filho ao colo e estimular a sucção do leite. Mas para as mães de primeira viagem dar de mamar não é tão fácil quanto parece. A cabeleireira Aliciana do Nascimento, de 30 anos, está vivendo essa experiência. Há dez dias, ela amamenta o pequeno Paulo Neto e reconhece a importância do aleitamento. “Acho que o leite materno é um alimento completo”, observa a mãe.

O aleitamento logo após o parto está diretamente relacionado com os índices de morbidade infantil. Segundo a Aliança Mundial para Ação em Aleitamento Materno, a cada 10,9 milhões de óbitos de crianças menores de cinco anos, quatro milhões de bebês morrem durante o primeiro mês de vida.

Há 10 anos, apenas 3% das mulheres cearenses amamentavam até o primeiro mês de vida do bebê. Essa realidade foi mudada com a cultura de amamentação, tanto que em 1999, uma pesquisa do Ministério da Saúde, realizada em todas as capitais do Brasil, verificou que Fortaleza era a Capital em que mais se amamentava.

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