756/ A rosa de Hiroshima

Ocimar Barbosa para o Pindavale

cogumelatomico

Uma página negra na história da humanidade, assim é classificado o ataque aos quase 300 mil habitantes da cidade de Hiroshima, Japão, no dia 6 de agosto de 1945. A explosão da primeira bomba atômica mostrava assim, ao mundo, o seu poder de morte sobre uma imensa comunidade.

Pesquisas de novas fontes de energia sempre suscitaram buscas incessantes pelas grandes nações, como forma de alternativas para a produção industrial. Mas, tudo o que algumas mentes brilhantes da civilização descobrem acaba um dia caindo em mãos belicosas e transformando-se em perigo para o mundo.

O poder bélico da Alemanha suscitava rumores e espionagens. O governo dos Estados Unidos estava preocupado com a possibilidade de que os cientistas alemães já estivessem em poder da tecnologia da Bomba de Átomos.

Em “Los Álamos”, foi preparada toda a estrutura para o desenvolvimento do “Projeto Manhattan”. Ali ficou conhecido como o “ninho” da Bomba A e onde nasceria a “Litle Boy” (garotinho), o artefato que destruiria Hiroshima e a outra bomba, a “Fat Man” que no dia 9 de agosto também viria a arrasar Nagazaki.

A tecnologia

Em fins do Século 18, cientistas como o francês Pierre Curier descobriram novos elementos químicos como o rádio, o polônio e o tório, tão radioativos quanto o urânio. A divisibilidade do átomo foi estudada por Frederick Soddy e Ernest Rutherford, até que esse último descobriu em 1911 a existência do núcleo do átomo.

Passaram-se ainda duas décadas de estudos para a chegar-se à conclusão que esses núcleos atômicos eram compostos de partículas como o próton que carregam carga elétrica positiva e os nêutrons (sem carga elétrica), além dos elétrons que movem-se ao redor do núcleo. Em 1931, James Chadwick confirmou essa teoria.

Em Berlim, Alemanha, o cientista Otto Hahn realizou em 1938 uma descoberta que mudaria o mundo: ao bombardear com nêutrons os núcleos do átomo de urânio, esses núcleos, após absorverem as partículas, perdiam a estabilidade e rachavam em dois pedaços fornecendo átomos mais leves como criptônio e bário. Imediatamente, o mundo científico percebeu ali a liberação da energia cinética, isto é, a do movimento de partículas.

oppenheimer

Robert Oppenheimer

A partir de então, sob o comando e gênio de físicos como Robert Oppenheimer era iniciada a corrida atômica entre americanos e alemães. Após testes bem sucedidos realizados no Novo México, os Estados Unidos passavam na frente ao ser tornarem os detentores da tecnologia da Bomba H (mesmo sendo advertidos por Albert Einstein).

Só faltava agora as “cobaias” para o experimento sinistro, foi quando o presidente Harry Truman ordenou, no dia 25 de julho de 1945 um ataque ao Japão. Oppenheimer depois se afastaria do projeto por problemas de consciência pesada após perceber o grau de destruição e as conseqüências de sua descoberta.

O ataque

bombahiroshima

A bomba de Hiroshima “Little Boy”

Manhã do dia 6 de agosto de 1945 na cidade de Hiroshima, quando a população se preparava para mais um dia de trabalho. A cidade que possuía 400 mil habitantes já havia passado por um processo de evacuação, possuindo, no dia da tragédia, algo em torno de 275 mil pessoas.

Não era uma cidade estrategicamente militar, mas tanto ela quanto Nagasaki não haviam sofrido bombardeios dos B-29, como ocorreu com Tóquio, que estava arrasada. Por isso, havia a desconfiança do bombardeio, no entanto, o mundo só não esperava que fosse através de uma arma desconhecida e letal.

O destino da cidade já estava traçado pelo céu, quando em sua direção seguiu o avião B-29 Enola Gay trazendo a arma mortífera: “Little Boy”, uma bomba com carga nuclear de urânio. O artefato media 4.25 m de comprimento, pesando 4.500 quilos.

Às 8h15 daquela manhã (horário japonês) o avião lança a bomba que explode a uma altura de meio quilômetro acima do hospital cirúrgico Shima. A detonação, equivalente a 12,5 toneladas de TNT, matou instantaneamente ou, no decorrer de minutos, todos aqueles que se encontravam em campo aberto num raio de um quilômetro.

Ao explodir, a bomba de urânio matou instantaneamente 70 mil moradores da cidade; em uma semana, os mortos já passavam de 200 mil. Antes que uma rosa de radioatividade subisse aos céus, poucos segundos foram suficientes para que um raio varresse o chão e o tornasse ardente. Ondas cruéis de 3 mil a 4 mil graus na escala Celsius percorreram a cidade. Quem foi atingido, sentia a pele escorrer pelo corpo deixando à mostra a carne viva. Pessoas tentavam rastejar para se jogar no Rio Ota que corta a cidade, na tentativa de amenizar aquela dor cruel. Um acontecimento dantesco.

Três dias depois, outro avião, desta vez levando uma bomba de plutônio, a “Fat Man” causaria o segundo genocídio. O Japão, que antes das explosões já estava praticamente derrotado na Segunda Guerra Mundial, rendeu-se no dia 15 de agosto ao poder bélico dos Estados Unidos e de sua nova arma.

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Tripulação do “Enola Gay” : o avião que lançou a 1ª bomba

 

avatar_13263_32 Quanto aos efeitos deste devastador ataque, eles se fazem sentir até hoje, 62 anos após o fato, veja o que Blogvisão publicou: Nagasaki recebe mais 1.139 nomes de mortos pela bomba atômica

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7 comentários sobre “756/ A rosa de Hiroshima

  1. uau!!! parabens amei essa informaçao ela é chei de emoçao e conteudo contando nos minimos detalhes aquela batalha orrivel e cruel

  2. oii nossa esta semana na escola estamos estudando sobre essa bomba que destruiu tantas pessoas achei muito inteligente e intelectual o texto informativo obrigada

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