760/ Amamentação age como vacina

Raquel Pacheco para o Farmácia.com.pt

“A amamentação é a primeira vacina da criança.” Quem o diz é um pediatra da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) reforçando que, nos primeiros dias de vida, o leite materno tem o poder de reduzir o risco de morte dos recém-nascidos.

É inquestionável que o leite materno é o melhor alimento para a criança, novidade a realçar é o papel preponderante que este assume em salvar vidas. De acordo com os dados da Aliança Mundial para Ação em Aleitamento Materno (WABA, na sigla em inglês) – divulgados pelo portal SEGS.com.br – “por ano, morrem quatro milhões de bebês com menos de um mês de vida, em todo o mundo”, sublinhando que “com a amamentação, na primeira hora depois do parto, seria possível salvar um milhão de recém-nascidos.”

Neste sentido, Ary Lopes Cardoso, médico da FMUSP, considera a amamentação como “a primeira vacina da criança”, justificando que o leite materno “é rico em diversas substâncias – anticorpos e prebióticos (bactérias benéficas ao organismo) – que fortalecem o sistema imunológico do bebê, prevenindo doenças alérgicas, dislipidemias e doenças neoplásicas e garantindo, também, uma microflora intestinal saudável.”

O pediatra explicou que o leite materno produzido nos primeiros setes dias chama-se “colostro” (secreção extremamente rica em imunoglobulinas), reforçando, por isso, que a amamentação neste período, “é a primeira forma de imunização para o bebê e deve ser estimulada.”

Segundo a presidente do departamento científico de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria, Roseli Sarni, “o aleitamento pode ainda reduzir o risco de hemorragia pós-parto e de icterícia do bebê”, sustentando que, “a partir do 14° dia, o leite atinge seu estágio “maduro”, contendo nutrientes adequados para a alimentação exclusiva do bebé até os seis meses de vida como gorduras, carboidratos, proteínas, cálcio, fósforo, vitaminas e ferro.”

Recorde-se que, a Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta o leite materno como o melhor alimento para o bebê e recomendam a amamentação como fonte alimentar exclusiva nos seis primeiros meses de vida. Mesmo equacionando outros alimentos, o leite materno continua a ser indicado até dois anos ou mais.

Atente-se que, os carboidratos correspondem a 35% a 44% do leite materno e a principal função é o fornecimento de energia aos bebês. O prebiótico (um tipo de carboidrato) é o terceiro maior componente do leite materno.

No âmbito da Semana Mundial da Amamentação, – que termina amanhã – o farmacia.com.pt anunciou, no início deste período, uma campanha informativa promovida pela Ordem dos Enfermeiros que alertou as mães para os benefícios do leite materno.

Em Portugal: mais de metade das mães abandona a amamentação aos dois meses

farmacia.com.pt conseguiu apurar que mais de metade das mães portuguesas abandona a amamentação antes de a criança ter dois meses. Esta realidade preocupante é ditada pelos últimos números do projeto inédito Geração XXI – “Nascer e Viver no Novo Milênio” – que está acompanhando 10 mil bebês (nascidos nas maternidades do Porto) até à idade adulta. As estatísticas revelam ainda que, apenas uma em cada cinco mães cumpre as orientações da OMS no que diz respeito à amamentação dos filhos.

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