816/ A Glória de Nossa Senhora

Manuel da Gama para o Jornal da Madeira

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A Assunção da Virgem Maria é um dogma de fé definido pelo Papa Pio XII no dia 1º novembro de 1950, que textualmente assim o definiu: “A Imaculada Mãe de Deus, a sempre Virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial”.

É opinião bastante comum, porque nada há escrito sobre o assunto, que a Santíssima Virgem tenha morrido antes que se realizasse a dispersão dos Apóstolos e a perseguição de Herodes Agripa no ano 42 ou 44. Teria ela uns 60 anos de idade.

A convicção universal da Igreja é que ela morreu mesmo, como morrera o seu Filho Jesus. A tradição antiga, tanto escrita como arqueológica, localiza a sua morte no Monte Sião, na mesma casa em que fora celebrada a última Ceia e instituída a Eucaristia, e descera também o Espírito Santo sobre os Apóstolos – o Cenáculo.

Ali se construiu primitivamente a basílica constantinopolitana chamada “Santa Maria do Monte Sião” e hoje levanta-se a igreja da “Dormição”, magnífica rotunda de estilo gótico, consagrada em 1910, cujas pontiagudas torres se divisam de todos os ângulos de Jerusalém, e cujos sinos se fazem ouvir até hoje na cidade santa, considerada hoje pelos fiéis de todas as confissões cristãs como o lugar preferido para último descanso da Virgem na terra.

“Dormição” da Virgem é como a tradição classifica a morte da Virgem Maria: Um sono tranquilo, um dormir na paz. Segundo a mesma tradição, os Apóstolos que estavam em Jerusalém acompanharam o cadáver da Mãe de Deus até ao vale de Josafat, perto do Jardim de Getsémani, onde tinham preparado a sepultura.

É também convicção universal que o corpo da Virgem não chegou a conhecer a corrupção. Ressuscitou como ressuscitara Jesus, e foi levada imediatamente pelos anjos à glória celestial. Não subiu como Jesus, por sua força e poder, mas por privilégio e graça de Deus.

Decreto “Magnificentissimus Deus”

Aliás é o que reflete a Constituição Apostólica “Magnificentissimus Deus” de Pio XII. Neste documento, Pio XII relaciona a Imaculada Conceição com a Assunção, as petições recebidas para a definição dogmática, a consulta ao Episcopado, a doutrina concorde com o Magistério da Igreja, os testemunhos de crença universal na Assunção, a devoção dos fiéis, o testemunho da Liturgia, dos Santos Padres, dos teólogos escolásticos, para logo tomar essa decisão histórica:

“Pelo que, depois de termos dirigido a Deus repetidas súplicas e de termos invocado a luz do Espírito de Verdade para glória de Deus omnipotente, que à Virgem Maria concedeu especial benevolência; para honra do seu Filho, Rei imortal dos séculos e triunfador do pecado e da morte; para aumento da glória da sua augusta Mãe; e para gozo e júbilo de toda a Igreja – com a autoridade de nosso Senhor Jesus Cristo, dos Bem-aventurados Apóstolos S. Pedro e S. Paulo e com a Nossa, pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que: A imaculada Mãe de Deus, a sempre Virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial”.

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