826/ Castanha perde preço e espaço no Acre

AGÊNCIA AMAZÔNIA contato@agenciaamazonia.com

foto: Embrapa

castanha

Concorrência boliviana e expansão da pecuária prejudicam a castanha acreana

Caiu de R$ 17, cotação obtida no ano passado, para R$ 14 o preço da lata de castanha nativa no Estado do Acre.

O produto é adquirido por cooperativas filiadas à Central de Comercialização Extrativista (Cooperacre). Para garantir a demanda interna,  cerca de 40 toneladas de castanha-do-Brasil (também conhecida por castanha-do-pará) vêm sendo beneficiadas na usina da Cooperacre em Brasiléia, a 200 quilômetros de Rio Branco. A maior cotação foi obtida no ano passado.

Segundo o presidente da Cooperacre, Manoel José da Silva, a comercialização do produto corresponde apenas a 10% da safra regional. Em 2007 os castanhais das regiões do Baixo Acre, Iaco-Purus e Alto Acre estão produzindo dez mil toneladas.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apóia o Estado, por meio de um programa de crédito antecipado do Ministério de Desenvolvimento Agrário. O Acre recebe  R$ 1,5 milhão. Segundo a Embrapa, após a decadência da borracha, a castanha passou a constituir o principal produto extrativo para exportação da Região Norte do Brasil, na categoria de produtos básicos.

A exploração de exemplares nativos desta árvore é protegida por lei (Decreto 1282 de 19 de outubro de 1994) e seu fruto tem elevado valor econômico como produto extrativo florestal, mas não impede seu plantio com a finalidade de reflorestamento tanto em plantios puros quanto em sistemas consorciados. Contudo, o avanço da fronteira agrícola na Amazônia vem reduzindo progressivamente o extrativismo da castanha; sua derrubada pelas frentes de penetração da madeira e da pecuária, empurrou para áreas cada vez mais distantes os intermediários entre o coletador e os donos das usinas de beneficiamento.

A Cooperacre informa que adquire atualmente dos castanhais nativos cerca de 1,2 mil toneladas para beneficiamento em Brasília (DF), São Paulo e Rio de Janeiro (região Sudeste), e Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul (região Sul). Está no Departamento de Pando, na Bolívia, a maior concorrência ao produto acreano, considerado da mais alta qualidade na Amazônia. Em  Ribeiralta, a empresa Mutran (sediada em Belém do Pará) exporta o fruto. Sem capital de giro, as cooperativas acreanas só adquirem 10% da produção regional.

Saiba mais

A castanheira apresenta várias aplicações: em “ouriços” como combustível ou na confecção de objetos, mas o maior valor é a amêndoa, alimento rico em proteínas, lipídios e vitaminas;
Pode ser consumida ou usada para extração de óleo; do resíduo da extração do óleo obtém-se torta ou farelo usada como misturas em farinhas ou rações;
O “leite” de castanha tem grande valor na culinária regional;
A madeira da árvore é indicada para reflorestamento e empregada tanto nas construções civil e naval.

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4 comentários sobre “826/ Castanha perde preço e espaço no Acre

  1. Quero saber como trabalha a castanha organica na comunidade…Sou da Resex chico Mendes…!

  2. Ena pa, a vossa “castanha” não tem nada a ver com a nossa! aliás nunca me lembro de ter visto tal aqui à venda (e ainda ontem no supermercado havia caju da Índia, amendoins da China, amendoas dos EUA e… Kiwi da Nova Zelândia)…

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