830/ Nova onda de criminalidade em Moçambique

Do Açoriano Oriental

Uma onda de assaltos à mão armada no centro da cidade de Maputo atingiu quinta-feira a dependência do Banco Austral, os escritórios da companhia área sul-africana South African Airways (SAA) e uma loja de eletrônicos.

Os três ataques são os mais recentes da espiral de violência registrada na capital moçambicana e arredores iniciada há cerca de dois meses, tendo como alvos bancos, veículos, residências e pessoas, incluindo as próprias forças de segurança, que viram alguns dos seus elementos serem mortos pelas quadrilhas armadas.

O assalto ao Banco Austral é o segundo a uma instituição bancária em menos de uma semana na província de Maputo, depois de na última segunda-feira ter sido visada uma agência, inaugurada há uma semana, do Millennium Banco Internacional de Moçambique (BIM), controlado pelo português Millenium BCP.

Segundo Muktar Abdul Carimo, gestor do Banco Austral, na investida à dependência desta instituição, cujo controle acionário é do grupo financeiro sul-africano ABSA, os assaltantes, em número de três, levaram uma quantia ainda não divulgada dos caixas da agência, após imobilizarem o único segurança em serviço no local e forçarem os clientes a permanecerem deitados no chão.

Momentos após o assalto ao Banco Austral, os escritórios da SAA, situados numa das zonas mais nobres da capital moçambicana, onde estão localizadas a maioria das representações diplomáticas estrangeiras, foram também alvo de um ataque, tendo os dois guardas locais ficado sem as armas, devido à ação dos criminosos, que se supõe serem os mesmos que roubaram no Banco Austral.

Ato contínuo, o grupo armado dirigiu-se a uma loja de venda de telefone celular, de onde retirou 50 aparelhos e saiu aos tiros, um dos quais atingiu os vidros do automóvel de um conhecido advogado de Maputo, Alberto Matlombe, que não se encontrava no veículo.

O ministro do Interior de Moçambique, José Pacheco, atribui o recrudescimento do crime na capital moçambicana a quadrilhas forçadas a fugir da África do Sul, devido a um aparente reforço das medidas de segurança naquele país, por conta da criação de condições de segurança, para a organização do Mundial de Futebol, em 2010.

Nas patrulhas policiais da capital moçambicana e arredores têm sido incluídos elementos do exército, uma “reação de guerra” – como foi definida pelo Governo – para endurecer o combate à criminalidade violenta.

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