911/ Estatinas também previnem doenças associadas à demência

Do Saúde na Internet.pt

alzheimer

As estatinas, fármaco usado para reduzir os níveis de colesterol, também ajudam a prevenir problemas no cérebro, tal como a Doença de Alzheimer, revela um estudo publicado na revista “Neurology”.

Todos aqueles que consomem estatinas para reduzir os níveis de colesterol estão menos suscetíveis a sofrer alterações no tecido nervoso associadas à demência.

“O nosso estudo é o primeiro a comparar o cérebro de pessoas que consumiram estatinas com o de outras que nunca a ingeriram”, justifica Gail Li, da University of Washington, Seattle, EUA, invocando assim o pioneirismo do trabalho que coordenou.

A equipe de cientistas analisou os cérebros de 110 pessoas, com idade entre 65 e 79 anos, doados para pesquisas após a morte com o objetivo de continuar o estudo iniciado quando eram vivos.

Estas pessoas eram normais, sem problemas cognitivos, quando se inscreveram em um programa de estudos voltado para adultos.

“Pessoas com Alzheimer são diferentes. Estatinas provavelmente ajudam mais a evitar a doença em certos tipos de pessoas do que em outras”, disse Gail Li.

“Algum dia, poderemos saber de forma mais precisa quais indivíduos vão se beneficiar de quais tipos de estatinas para evitar as mudanças do mal de Alzheimer”, acrescentou.

O mal de Alzheimer tem duas “marcas registradas”: a presença de “placas” e “nós”, depósitos de proteína que parecem estar espalhados pelo cérebro dos portadores.

Segundo os resultados da investigação, os exames efetuados nos cérebros revelaram que as placas e emaranhados que caracterizam a Doença de Alzheimer eram muito menores em tamanho e quantidade nas pessoas que foram tratadas com estatinas, em comparação com as restantes às quais não foi administrado o fármaco.

“Estes resultados são algo novos, promissores e com importantes implicações em relação às estratégias de prevenção”, acrescentou Eric Larsson, um dos membros da equipe.

No entanto, o especialista advertiu que a descoberta precisa de mais confirmação, já que o estudo não incluiu as normas de controle necessárias.

Outro estudo em pequena escala da Universidade de Santiago de Compostella, na Espanha, também descobriu que pacientes que pararam de tomar as estatinas depois de um derrame corriam um risco muito maior de morte.

A pesquisa espanhola também foi publicada na Neurology. Os pesquisadores espanhóis seguiram a evolução de 89 pacientes que tiveram derrames e que já estavam sob a medicação.

Nos primeiros três dias depois do derrame, 46 pacientes não receberam mais estatinas e outros 43 continuaram tomando doses normais.

Depois de três meses, 27 pessoas (60% dos que não estavam sob estatinas) morreram ou ficaram incapacitadas, dependendo de ajuda para viver, em comparação com apenas 16 pessoas do grupo que obteve permissão para tomar as estatinas.

“Estes resultados dão grande respaldo à recomendação médica de continuar o tratamento à base de estatinas durante a fase mais aguda de um derrame isquêmico”, disse o pesquisador-chefe, Jose Castillo.

Anthony Rudd, médico britânico do Hospital Guys” and St. Thomas, em Londres, especializado em derrames, afirmou que os benefícios das estatinas para pacientes com derrame são contraditórios.

“Este é um estudo muito pequeno e acredito que precisamos de pesquisas maiores antes de tirar conclusões mais concretas”, disse.

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