921/ Português não pode ser língua de exclusão

Do Notícias Lusófonas

O secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação de Portugal defendeu hoje que “a língua portuguesa não pode ser de exclusão” em Timor-Leste e considerou “uma questão delicada” a discussão sobre a língua oficial do país.

“Temos de assegurar que a língua portuguesa não seja de exclusão mas de inclusão”, afirmou João Gomes Cravinho em declarações à Agência Lusa, no primeiro da visita oficial a Timor-Leste.

“Não estamos complacentes, estamos disponíveis”, salientou João Gomes Cravinho quanto às opções de Lisboa para a cooperação na área da língua portuguesa em Timor-Leste.

“O português desempenha um papel único na identidade timorense”, salientou o responsável da Cooperação, que acredita que um número cada vez maior de timorenses “terá a língua portuguesa como língua materna”.

“A implantação de uma língua demora muito tempo. As críticas que são feitas ao Programa de Reintrodução da Língua Portuguesa não têm uma boa fundamentação na realidade”, afirmou João Gomes Cravinho.

“O mundo atual não se coaduna com regimes monolinguísticos”, segundo o secretário de Estado português.

“O bahasa indonésio é importante para Timor-Leste como o espanhol é importante para Portugal”, explicou João Gomes Cravinho sobre as hipotéticas “ameaças” ao português das línguas indonésia e inglesa.

João Gomes Cravinho frisou, porém, que a escolha do português como língua oficial “foi uma opção de fundo dos timorenses depois da ocupação, reiterada no momento da independência”.

“Essa opção não é posta em causa, antes pelo contrário”, nos contatos que João Gomes Cravinho teve com a nova geração de líderes timorenses, como o presidente do Parlamento Nacional, Fernando “La Sama” de Araújo, líder do Partido Democrático.

Na sexta-feira, o secretário de Estado inaugura a segunda fase da Escola Portuguesa de Díli. A educação e promoção da língua portuguesa são dois dos pilares da Cooperação Portuguesa em Timor-Leste, a par do apoio ao setor da justiça.

Estas linhas não serão substancialmente alteradas com a assinatura, durante esta visita oficial, do novo Programa Indicativo de Cooperação (PIC) entre os dois Estados para o quadriênio 2007-2010, afirmou Gomes Cravinho.

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