930/ O que a imprensa diz quando não quer dizer absolutamente nada

capitaohaddock5 Este é mais um artigo do nosso amigo colaborador Marco Ferrari

O caso José “Bengaladas” Dirceu e seus sequazes

dirceuejefferson

Quando a imprensa transmite uma notícia, sobretudo aquela que pela sua informação requer um esclarecimento ou didatismo à sociedade como um todo e não o faz por omissão, (des) interesse ou despropósito, comete um crime.

Este crime se tipifica dentro dos cânones em que a sociedade se vê agredida, pois, se a notícia que pela circunstância e transcendência exige a quem a redata uma abrangência de esclarecimento, informação ou ilustração maior, deve fazê-los, já que, omitindo-se, pode indicar aos leitores mais alertas um propósito subliminar de reação, simpatia e até de cumplicidade.

E o caso mais emblemático ao respeito de só palrar para dizer o que dizem os papagaios, o deu a imprensa em geral (claro que houve honrosas exceções) logo que saiu a determinação do Supremo Tribunal Federal, isto é seu veredicto, autorizando a abertura do processo criminal contra o dito José Dirceu e sequazes anunciado com palavras textuais pelo Ministro Presidente da Suprema Corte de Justiça do nosso país.

O que essa imprensa olvidada deixou de dizer, e ao ficar calada sugeriu o contrário, é que, esses ali-babás passam a serem considerados delinqüentes formais mesmo que respondendo a processo em liberdade.

E se alguém da imprensa com sorna ou discreta ironia possa querer me cobrar precipitação neste substantivo, “já que ainda não foram nem ouvidos em processo”, devo-lhes recordar (à vez de lhes perguntar sem astúcia nem ironia) se, alguém se atreve a afirmar que exista um juiz neste país que não aceite (ou conteste) essa determinação da justiça suprema.

Retomando o raciocínio e já certo da absoluta concordância entre nós, é de iniludível alvitre lhes recordar as condições em que serão sujeitos tais réus ou criminosos logo da tocata de piano e identificação por extenso, indo (nos) ao Código de Processo Penal pátrio que textualmente determina assim:

As condições às quais o réu estará sujeito encontram-se previstas nos arts. 327 e 328 do Código de Processo Penal:
a) obrigação de comparecer a todos os atos do processo (art. 327 do CPP);
b) proibição de o réu mudar de residência, sem prévia permissão da autoridade processante (art. 328, 1ª parte, do CPP);
c) proibição de o réu ausentar-se por mais de 8 (oito) dias de sua residência, sem comunicar à autoridade processante o lugar onde será encontrado (art. 328, 2ª parte, do CPP).

Esta última revela uma abrangência bem mais ampla que, naturalmente, a lógica sobriedade de seu enunciado em princípio não destaca. Proibição de sair do país sem autorização expressa do juiz consultado previamente o ministério público. Para um réu comum não deverá significar grande mudança de status; todavia, para aqueles dados a conferências e viagens ao exterior de certo modo inexplicáveis…

Lex dura lex in nobis totum
Marco Ferrari –
premionacionaldeliteratura@ig.com.br

_uacct = “UA-2543540-1”;
urchinTracker();

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s