933/ Espanha com 30% do território sob risco de desertificação

Do Correio Web

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A Espanha, que neste momento sedia a VIII Conferência da ONU sobre a Luta contra a Desertificação, é o país mais árido da Europa, com um terço de seu território em processo de transformação em zona desértica que se soma à ‘africanização’ do clima.

“O problema da desertificação pode ser considerado grave em 31,49% da superfície espanhola, o que dá uma idéia da magnitude do problema que enfrentamos”, anuncia o ministério espanhol do Meio Ambiente.

Segundo a ONU, 6% do solo espanhol já está degradado de forma irreversível. As áreas mais afetadas são as ilhas Canárias, em frente à costa do Marrocos, o sul e a costa mediterrânea (sudeste).

Dos 506.061 quilômetros quadrados ocupados pela Espanha no mapa, um total de 159.337 km² estão atualmente sob risco alto ou muito alto de desertificação, segundo o ministério.

Nas regiões de Murcia, Valência e Canárias, por exemplo, o risco de desertificação é alto ou muito alto: em Murcia é de 99,09%, na Comunidade Valenciana, de 93,04%, e nas Canárias, de 90,48%.

Atualmente apenas as regiões da Galícia, Astúrias e Cantabria (norte) estão a salvo da deterioração. Especialistas afirmam que é preciso deter o processo o mais rápido possível, mas alguns dados são alarmantes: a Espanha é o país europeu com maior consumo de água; sua demanda energética é “exageradamente elevada”; a temperatura em território espanhol subiu cerca de 1,5°C, mais que o dobro da média mundial; 85% da superfície das geleiras dos Pirineus (norte) e 60% da área dos pântanos foram perdidas.

“Apesar do aparente esfriamento do setor imobiliário, os planos de crescimento continuam tão desmedidos quanto frenéticos”, alerta por sua vez a organização Ecologistas em Ação, que ilustra o problema com dados preocupantes.

Em Murcia, a previsão é de que sejam construídas meio milhão de novas casas nos próximos 30 anos; na Costa do Sol, 540 mil; na Galícia, serão 600 mil imóveis em um prazo de 5 a 10 anos; em Castilla-La Mancha, mais 700 mil casas em 20 anos; e há planos para até um milhão de novas construções só na região de Madri.

A Espanha é também o país mais afetado pelas mudanças climáticas de toda a Europa, e apesar disso, é o que está mais longe dos objetivos” estabelecidos pelo Tratado de Kyoto, com um aumento dos níveis de CO2 de 48% em relação a 1990, ou seja, 33 pontos acima do compromisso para 2008-2012.

Após assinar a Convenção da ONU para a Luta contra a Desertificação, firmada em Paris em junho de 1994 e que entrou em vigor em 1996, a Espanha está elaborando um Plano Nacional contra a Desertificação para determinar fatores e medidas necessárias para combater o problema.

A ministra espanhola do Meio Ambiente acaba de propor à União Européia (UE) que o país seja sede de um Centro Europeu sobre a Seca e a Desertificação.

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