940/ No Dia Nacional da Farmácia, uma breve história

Da Folha de São Pedro

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Não há quem nunca tenha entrado em uma. A Farmácia inicialmente é uma ciência. Mas também se tornou um tipo de estabelecimento comercial local de trabalho dos chamados farmacêuticos, comércio muito difundido pelo nosso país.

Estima-se que no Brasil existam mais de 50.000 farmácias, e o país encontra-se entre os 5 maiores consumidores de medicamentos no mundo. No Brasil, existe uma diferença entre dois tipos de estabelecimento: a farmácia e a drogaria.

A Farmácia comercializa tanto medicamentos magistrais (manipulados) quanto os industrializados, enquanto a Drogaria só pode comercializar medicamentos industrializados.

Uma breve história

A busca pela cura das doenças tem sido uma das maiores preocupações do homem desde os primórdios da humanidade.

Para alguns pesquisadores, a descoberta do fogo e a utilização de recursos naturais para aliviar dores humanas ocupam espaço semelhante na linha do tempo.

Por isso, a Farmácia é considerada uma das profissões mais antigas da Humanidade. A palavra tem origem do grego, pharmakeía ou phármakon, que significa medicamento ou a arte de preparar medicamentos.

A Farmácia é a ciência praticada por profissionais formados em uma faculdade de farmácia (farmacêuticos). Tem como objeto o fármaco e seus usuários, e como objetivo a pesquisa, desenvolvimento e produção de novas drogas, utilizando-se como fonte plantas, animais e minerais, estudo da manipulação de fármacos, criação e aplicação de métodos de controle de qualidade, estudo de formas de aplicação de orientação ao usuário quanto ao uso racional do medicamento, criação e aplicação de métodos de identificação e dosagem de tóxicos.

Conforme o ramo de atuação, a farmácia se alia a outras ciências para o desenvolvimento de métodos de identificação e quantificação de indicadores biológicos de patologias humanas e animais, desenvolvimento e aplicação de métodos de diagnósticos genéticos, microbiológicos e parasitários.

Ainda se aliando a outras ciências, estuda os alimentos e desenvolve e aplica métodos de manipulação e controle de qualidade dos mesmos.

Brasil

Os primeiros povoadores, náufragos, degredados, aventureiros e colonos aqui deixados por Martim Afonso, tiveram de valer-se de recursos da natureza para combater as doenças, curar ferimentos e neutralizar as picadas de insetos.

Para combater a agressividade do ambiente, e a hostilidade de algumas tribos indígenas os primeiros europeus tiveram de contornar a adversidade com amabilidade, e com isso foram aprendendo com os pajés a preparar os remédios da terra para tratar seus próprios males.

Remédios da “civilização” só apareciam quando expedições portuguesas, francesas ou espanholas chegavam com suas esquadras, onde sempre havia um cirurgião barbeiro ou algum tripulante com uma botica portátil cheia de drogas e medicamentos.

Logo após, vieram os jesuítas que trataram de instituir enfermarias e boticas em seus colégios, colocando um irmão para cuidar dos doentes e outro para preparar remédios, onde o povo encontrava drogas e medicamentos vindos da metrópole bem como remédios preparados com plantas medicinais nativas através da terapêutica dos pajés.

Importantes boticas sob a direção dos jesuítas tiveram a Bahia, Pernambuco, Maranhão, Rio de Janeiro e São Paulo.

Em São Paulo quem preparava os remédios era José de Anchieta, considerado o primeiro boticário de Piratininga.

O padre relata em suas cartas: “Em nós outros tem médicos, boticários ou enfermeiros… Nossa casa é botica de todos; poucos momentos está quieta a campainha da portaria… todavia fiz-lhe eu os remédios que pude…”. As boticas só foram autorizadas como comércio no Brasil em 1640. A partir deste ano elas se multiplicaram, de norte a sul, dirigidas por boticários aprovados em Coimbra, Portugal. Em completo atraso e carência de preparo, esses apenas foram ter como guia um livro que datava de 1716, de Joan Vigier, chamado Farmacopéia Ulissiponense Galênica e Química.

Na cidade de São Paulo em 1765, existiam 3 boticários: Francisco Coelho Aires, estabelecido e com moradia na rua Direita, Sebastião Teixeira de Miranda, na atual rua Álvares Penteado e José Antônio de Lacerda, na atual Praça da Sé.

O prédio para instalar a primeira farmácia oficial de São Paulo foi construído em 1796, e chamava-se a Real Botica de São Paulo, onde hoje está o Vale do Anhangabaú, mais precisamente, o prédio central desativado dos Correios e Telégrafos.

Em 1808, instituiu-se os estudos médicos no Hospital Militar da Bahia, por sugestão do cirurgião-mor do reino, Dr. José Correia Picanço, futuro Barão de Goiana, com ensino de anatomia e cirurgia. Um ano depois foi instituído o estudo no Rio de Janeiro.

O primeiro curso realmente de Farmácia surgiu em 1832, na Universidade do Brasil (atual UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro). Porém, a profissão só foi regulamentada quase cem anos depois, em 1931.

Profissão

Existem, atualmente, 211 cursos de Farmácia no Brasil. O total de matrículas anuais é de cerca de 54 mil, contrapondo-se bastante ao número de concluintes, 9 mil.

Em média, os cursos têm duração de quatro anos, com carga horária de aproximadamente 4.200 horas, contando as horas de estágio obrigatório. As matérias principais da graduação são: química, bioquímica, fisico-química, biologia, microbiologia e imunologia, parasitologia e anatomia.

A remuneração dos recém-formados, atualmente, é de R$ 1.700, valor determinado pelo CFF (Conselho Federal de Farmácia). Mas, como em todas as áreas, o salário de um Farmacêutico varia de acordo com a área em que atua, com a empresa e com a sua formação.

Símbolo

A cobra enrolada na taça é conhecida como o símbolo da Farmácia, e tem origem na Antigüidade grega. Segundo antigos escritos, o símbolo da farmácia ilustra o poder (a cobra) da cura (a taça). A lenda conta que uma cobra enrolou-se no cajado de Hipócrates, e quando estava prestes a picá-lo, ele olhou para a serpente e disse: “se queres me fazer mal, de nada adiantará que me firas, pois tenho no corpo o antídoto contra tua peçonha. Se estás com fome, te alimentarei”.

Então ele pegou a taça onde fazia misturas de ervas medicinais, colocou leite e ofereceu à serpente. Esta desceu do cajado, enrolou-se na taça e bebeu o leite. Desta forma criou-se o símbolo da medicina (a cobra envolvendo o cajado) e o símbolo da farmácia (a cobra envolvendo a taça). Os formandos em farmácia podem ter um anel com uma pedra de Topázio Amarelo.

Farmácia Popular

No Brasil foi criada a Farmácia Popular, programa do Governo Federal para ampliar o acesso da população aos medicamentos considerados essenciais. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), órgão do Ministério da Saúde e executora do programa adquire os medicamentos de laboratórios farmacêuticos públicos ou do setor privado, e disponibiliza nas Farmácias Populares a baixo custo. Um dos objetivos do programa é beneficiar principalmente as pessoas que têm dificuldade para realizar o tratamento por causa do custo dos medicamentos.

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Um comentário sobre “940/ No Dia Nacional da Farmácia, uma breve história

  1. A profissão de farmacêutico para mim é muito gratificante. Me sinto realizado na profissaõ e tenho certeza que nasci para exercer a farmácia.
    Parabenizo a todos pela escolha.

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