947/ Cientistas apresentam estação 100% ecológica para Antártida

Do Correio do Brasil

foto: AFP

AlainHubert

O explorador belga Alain Hubert, em um hangar de Bruxelas

O explorador belga Alain Hubert revelou nesta quarta-feira, em um hangar de Bruxelas, a futura base polar Princesa Elizabeth, uma estação científica em forma de nave espacial que tentará sensibilizar o grande público sobre os efeitos de aquecimento global.

A base, octangular e construída com metal, materiais compostos e madeira, será transportada para a Antártida em um barco em novembro próximo e instalada no leste do Continente Branco, a cerca de 4.200 km da costa da África do Sul, em uma área entre a estação japonesa Syowa e a russa Novolazarevskaya.

Para verificar que todos os elementos funcionem perfeitamente e preparar a equipe que viajará para a Antártida durante o próximo verão no hemisfério sul, a base foi montada em cinco semanas nos antigos depósitos da alfândega belga em Bruxelas, onde o público poderá visitá-la de quinta-feira a domingo.

Testemunha privilegiada do derretimento das geleiras durante suas expedições ao Ártico, Alain Hubert considera que é necessário divulgar na mídia as conseqüências previsíveis do aquecimento global para criar uma dinâmica que permita “evitar a catástrofe”.

– É a primeira vez que a humanidade se vê frente a um problema de escala planetária, que precisa de uma perfeita compreensão de suas causas e que nos obrigará a encontrar soluções inéditas – explicou Hubert.

O explorador concebeu uma estação científica 100% ecológica de emissão zero em termos de gases causadores do efeito estufa. Para cumprir o objetivo, a base obterá sua energia de painéis solares térmicos, seis aerogeradores e painéis de células fotovoltaicas. Além disso, a água será reciclada e os dejetos sólidos serão retirados a cada dois anos.

O trabalho da estação faz parte de um plano internacional científico do qual participam outros países, incluindo o Brasil, como parte do Ano Internacional Polar, que é celebrado em 2007-2008.

De acordo com o projeto, a base Princesa Elizabeth entrará em operação apenas durante o verão do hemisfério sul, ocupada por um máximo de 20 cientistas durante quatro meses por ano, de novembro a fevereiro.

O custo de sua construção, cerca de 6,4 milhões de euros, foi financiado pelo governo belga, por fundos privados e patrocinadores por meio da Fundação Polar Internacional, com sede em Bruxelas.

O governo belga se comprometeu em desembolsar 3 milhões de euros, através da Secretaria Federal de Política Científica, para a manutenção da base e de seu programa de pesquisa.

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