963/ 34ª Jornada Internacional de Cinema da Bahia começa dia 12

Do InformeSergipe

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www.jornadabahia.com

Já está tudo pronto para o maior evento audiovisual do Norte-Nordeste: a Jornada Internacional de Cinema da Bahia.

A abertura oficial da sua 34ª edição ocorrerá na quarta-feira (12/09), a partir das 19 horas, no Museu de Arte Moderna Bahia, e contará com a presença ilustre do poeta Emmanuel Cavalcanti, da antropóloga, escritora e pesquisadora, Regina Abreu, e do roteirista, fotógrafo e diretor, Noilton Nunes.

Convidados, imprensa e toda a sociedade baiana assistirão fragmentos do filme “Viva o México de Frida e Ofélia” de Menandro Ramos e Guido Araújo, que também é o idealizador da Jornada; “Fazedor de Cinema”, de Claude Santos, e “Single Leg Club” de Sérgio Augusti.

Até 18 de setembro, ocorrerão atividades voltadas para a arte cinematográfica em 10 pontos da cidade, como o Tropical Hotel da Bahia, ICBA, Cinema do Museu, Sala Walter da Silveira, Instituto Cervantes, FACOM, Sala Alexandre Robatto, Sala de Arte de Cinema UFBA, Sala de Arte do MAM e Fundação Casa de Jorge Amado (veja programação completa abaixo).

Durante os sete dias de Jornada, que tem como lema “Um Mundo Mais Humano”, admiradores do audiovisual poderão discutir sobre vários assuntos em seminários ministrados por grandes diretores e profissionais da área, além de assistir mostras de filmes e apreciar os documentários e vídeos que estão disputando uma classificação no tradicional concurso “Afro-Ibero-Americano de Filme e Vídeo”. Os gêneros são documentário, ficção, animação e experimental.

Quarenta e seis filmes e 61 vídeos foram selecionados dos mais de 500 trabalhos inscritos para participar do concurso, que acontece tradicionalmente durante a Jornada. Entre eles estão “Quando o tempo cair”, documentário dirigido por Selton Mello, “Salvador – Historia de Um Milagro Cotidiano”, filme de ficção assinado pelo diretor espanhol Abdelatif Hwidar e “O filme do filme roubado”, que traz os atores Leandro Firmino da Hora, intérprete de Zé Pequeno em Cidade de Deus, e Natália Lage, que atua no seriado “A Grande Família”, da Rede Globo.

O júri – O Júri Oficial da Jornada contará com a presença de 10 personalidades renomadas e importantes para o cinema mundial, como Eric Nepomuceno – escritor e jornalista; Rudá de Andrade, escritor e cineasta; Jorge Aguirre – cineasta cubano; Bráulio Tavares – escritor e compositor; Regina Abreu – antropóloga e produtora; Ricardo Casas – cineasta uruguaio; Mariluce Moura – jornalista e editora da Revista Fapesp; Almandrade – poeta e artista plástico; Inês de Medeiros – atriz e realizadora portuguesa; Javier Corcuera – realizador e produtor peruano radicado em Madrid.

A Premiação

A lista dos filmes e vídeos vencedores será divulgada em 18 de setembro, a partir das 19 horas, no Cinema do Museu. Os troféus estão divididos em Tatu de Ouro (Melhor Filme Documental, Melhor Filme Documental, Melhor Filme de Ficção, Melhor Filme de Animação, Melhor Documentário de Longa Metragem) e Tatu de Prata (Melhor Direção, Melhor Roteiro, Melhor Fotografia, Melhor Montagem, Melhor Som, Melhor Música, Melhor Ator e Melhor Atriz).

Destaques

Algumas atividades da Jornada merecem destaque, entre eles o filme inaugural da 34ª Jornada Internacional de Cinema da Bahia, “M”, de Nicholas Prividera, no dia 12 de setembro, às 21 horas, no Cinema do Museu. O documentário foi aplaudido de pé na Argentina, durante o Festival Internacional de Cinema de Mar del Plata, onde ganhou o Prêmio Che Guevara.

Já no dia seguinte, às 15 horas, no Instituto Cervantes, haverá a abertura da exposição “Médicos sem Fronteiras – na África” e uma homenagem ao documentário “Médicos Sem Fronteiras: Invisíbles”, de Isabel Coixet, Fernando Leon, Mariano Barroso, Javier Corcuera e Win Wenders.

No mesmo horário, só que no Cinema do Museu, ocorrerá a Retrospectiva Francesco Rosi com o filme “Bandido Giuliano”.

A partir das 16 horas, a Jornada iniciará o concurso de maior repercussão do Norte-Nordeste: “Afro-Ibero-Americano de Filme e Vídeo”, no Cine Teatro do ICBA. Às 18 horas ocorrerá uma sessão especial do filme “Viva o México de Frida e Ofélia”. Às 19 horas, na Sala Alexandre Robatto, haverá a exibição do documentário “Os Doze Discípulos de Nelson Mandela”, de Thomas Allen Harris. Logo após a exibição, o cineasta ministrará uma palestra sobre os principais destaques da produção.

Já no Instituto Cervantes, às 19 horas, o público poderá apreciar o Cinema em Construção I com o filme argentino, “Cautiva”, de Gastón Luis Biraben. Em 14 de setembro, às 17 horas, o cineasta, jornalista e secretário do Audiovisual do Ministério da Cultura, Orlando Senna, receberá o título de Cidadão da Cidade de Salvador no Plenário Cosme de Farias na Câmara Municipal de Salvador. Nesse mesmo horário, no Cinema do Museu, haverá o “Encontro do Centro de Pesquisadores do Cinema Brasileiro” com Guido Araújo (Diretor da Jornada) e Myrna Brandão (Presidente do CPCB). Às 19 horas, no Instituto Cervantes, ocorrerá o Cinema em Construção II com o filme “Monobloc”, de Luis Ortega. Às 21 horas, no Cinema do Museu, haverá a estréia nacional do documentário Suíte Bahia – Agnaldo Siri, de Roman Stulbach. (veja programação completa no site).

Seminário

Todo o ano, a Jornada Internacional de Cinema da Bahia apresenta seminários para o público. Nos dias 13 e 14 de setembro, sempre a partir das 9 horas da manhã, no auditório 2 de Julhho, do Tropical Hotel da Bahia, acontece o “Seminário Internacional de Integração Cinematográfica Latino Americana”, que conta com a participação de Guido Araújo, Nelson Pereira dos Santos, Rudá de Andrade, Fernando Birri – presente pela terceira vez no evento –, Orlando Senna, Wolney Oliveira, Rolando Lopez, e Javier Corcuera – cineasta e produtor peruano radicado em Madrid – serão os participantes da mesa. O Embaixador Arnaldo Carrilho mediará o encontro nos dois dias.

Já no dia 15, o local será palco do último seminário da Jornada: Plataforma Audiovisual Tricontinental – África – Europa ­– América. Diretora do Festival de Cinema Africano de Tarifa (Espanha), Mane Cisneros, Orlando Aguilera, Filmoteca AECI, Luis Moratinos, Diretor do Instituto Cervantes de Salvador – Bahia, Marcos Antonio – Presidente do Hispanic Creative Artists e Director of the Providence Festival of New Latin American Cinema, Javier Corcuera, Eric Nepomuceno, escritor, jornalista e profundo conhecedor da realidade latino-americana confirmaram presença neste dia. Orlando Senna, Secretario do Audiovisual do Ministério da Cultura, será o moderador desta mesa.

Lançamentos

Durante a 34ª Jornada Internacional de Cinema da Bahia também ocorrerão diversos lançamentos de livros, entre eles Soñar com los ojos abiertos (Sonhar de Olhos Abertos), de Fernando Birri, em 15 de setembro, a partir das 15 horas, no Instituto Cervantes. Fundador da Escola de Três Mundos (junto com Gabriel García Márquez e Fidel Castro) e precursor do movimento Novo Cinema Latino-americano, o cineasta argentino apresenta o que pensa do muralismo mexicano e da música da América Latina. Birri analisou os filmes do boliviano Jorge Sanjines, do mexicano Paul Leduc, do argentino Fernando “Pino” Solanas, dos cubanos Tomas Gutierrez Alea e Julio García Espinosa, e dos brasileiros Glauber Rocha e Nelson Pereira Dos Santos, entre outros cineastas.

Em seguida, terá a estréia do livro “ABC – Ariano Suassuna”, de Bráulio Tavares, em Salvador. Inspirado no universo dos ABCs da literatura de cordel, as páginas mostram de A a Z a vida e obra de Suassuna, que inclui teatro, prosa, poesia, ensaio, ensino e atuação na política cultural pública. Nesse mesmo dia, às 19 horas, Jean Claude Bernardet lançará “Brasil em Tempo de Cinema”, no Tom do Sabor, no Rio Vermelho. O livro faz uma análise de uma cinematografia às voltas com um país em rápida transformação. Jean Claude Bernardet faz a interpretação crítica dos filmes realizados no Brasil entre 1958 e 1966, época do surgimento e da consolidação do Cinema Novo. O autor se empenha em mostrar as conexões entre filmes aparentemente díspares e o modo como eles se relacionam com o país em transformação.

Já em 16 de setembro, será a vez da estréia do livro “ABD 30 anos – Mais que uma Entidade, Um Estado de Espírito”, da Associação Brasileira de Documentaristas, às 9 horas, no Auditório Dois de Julho, no Tropical Hotel da Bahia. A obra faz um panorama de uma das mais antigas entidades de cinema do Brasil. Dividido em três fases, o livro conta histórias de 1973 a 1979; 1980 a 1993; e a atual, quando foram revitalizadas as sedes da entidade em todas as regiões.

A organizadora da publicação, Maria do Rosário Caetano, explica que durante 12 meses foram colhidos depoimentos, testemunhos e memórias da Velha Guarda (os fundadores), da Geração de 80 e da Jovem Guarda – que mantém a entidade atuante em 23 dos 27 estados brasileiros. A equipe liderada pela jornalista mineira contou com duas cariocas, Regina Machado e Tetê Mattos, além do paraibano Lúcio Vilar e do baiano João Carlos Sampaio.

As páginas também trazem o maior material disponível em língua portuguesa sobre temas como curta-metragem, documentário e cinema super 8mm, entre outros. O livro foi patrocinado pelo Ministério da Cultura e a publicação terá distribuição gratuita.

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